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Essa redinha foi idealizada com base no trecho bíblico abaixo:
Evangelho de João no capítulo 21: 3 Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe: Nós também vamos contigo. Saíram e entraram no barco; e naquela noite nada apanharam. 4 Mas ao romper da manhã, Jesus se apresentou na praia; todavia os discípulos não sabiam que era ele. 5 Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, não tendes nada que comer? Responderam-lhe: Não. 6 Disse-lhes ele: Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam puxar por causa da grande quantidade de peixes. 7 Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: Senhor. Quando, pois, Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava despido, e lançou-se ao mar; 8 mas os outros discípulos vieram no barquinho, puxando a rede com os peixes, porque não estavam distantes da terra senão cerca de duzentos côvados. 9 Ora, ao saltarem em terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima delas, e pão. 10 Disse-lhes Jesus: Trazei alguns dos peixes que agora apanhastes. 11 Entrou Simão Pedro no barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede
O trecho desse vídeo foi retirado canal Drbias do youtube: www.youtube.com/DrBias

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Com a oficialização, pelo presidente Lula, do Dia da Marcha para Jesus (festa móvel, 60 dias depois do domingo de Páscoa), o mundinho gospel pode pular de alegria, afinal agora também temos nosso CARNAVAL!
Sim, pois nos era um grande problema ver o mundão não-gospel se entretendo e se deliciando nos 4 dias dedicados ao Rei Momo. Até gostaríamos de participar, mas não, é coisa da carne, é pornográfico, é libidinoso, não combina com nosso jeito santo de ser. Então, para não ficarmos para trás, pois no Nordeste até micaretas fora de época fazem para extravasar os ânimos do povo, o mundinho gospel inventou a tal Marcha para Jesus.
A desculpa até que é boa: sair pelas ruas das cidades gritando que o Brasil é do Senhor Jesus. Isso denota desejo de evangelização e de santificação, mostra que existimos e somos um grande povo apostólico e abençoado. Mas a boa intenção pára por aqui.
Na verdade, a Marcha para Jesus serve para provar que somos tão iguais quanto os outros. Também fazemos algazarra, também jogamos lixo na rua, também gritamos como fãs histéricas quando o cantor bonitão sobe no palco, também descemos até embaixo nos funks e sambas gospel (afinal, é para Jesus!). O Carnaval pelo menos é mais democrático, pois lá as estrelas são as pessoas do povo que, pelo menos por um dia, se fantasiam daquilo que desejariam ser. Já na Marcha para Jesus, as estrelas são os líderes gospel, que se alternam em discursos, digo, palavras de boas-novas, sendo também um ótimo palco para as igrejas lançarem seus candidatos à política.
No final constata-se uma coisa: a Marcha não é para Jesus, mas para a glorificação de líderes e denominações, mas ninguém percebe ou se importa com isso, afinal o importante é pular, dançar, gritar. Como diria o Barão Vermelho: quero é puro êcxtase (mas com água mineral 100% Jesus, já que bebida com álcool não pode)!!!
Parabéns aos líderes evangélicos que “conquistaram” o feriado, foi lindo ver o casal Hernandes, o Crivella e o Rodovalho orando pela saúde e pela eleição da D. Dilma Roussef. O mais legal é que as imagens muitas vezes falam mais do que palavras, por isso não pude deixar de notar que a Dilma mantinha os olhos bem abertos enquanto o “grupo santo” orava em seu favor. Mas, cá para nós, alguém teria coragem de fechar os olhos nessa hora, ainda mais conhecendo a fama desses líderes?

Meus pêsames para nós, cristãos adoradores do Deus Vivo, que muitas vezes vamos a essas marchas com o coração contrito mas alegre em Cristo, porém sendo utilizados sem perceber como massa de manobra de grupos religiosos, que demonstram seu poderio através do número de participantes de seus eventos, e que se utilizam do palco para se auto-divulgar. No fundo, no fundo, se já havia uma festa para o Momo, agora está também oficializada uma festa para Mamon (o deus dos líderes ricos e poderosos).
Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
"Como de costume, Roma tenta esclarecer sua posição ao declarar que sua autoridade está na Escritura, na tradição (segundo o Concílio de Trento, são revelações escritas e não-escritas ditadas por Cristo ou pelo Espírito Santo, e preservadas na Igreja Católica em sucessão ininterrupta [3]) e na igreja, simultaneamente. O Vaticano II declarou: "É claro, portanto, que a Tradição Sagrada, a Escritura Sagrada e o ensino da autoridade da igreja, de acordo com o desígnio mais sábio de Deus, estão de tal forma unidos entre si que um não pode permanecer sem os outros, e que todos, em conjunto e cada um de sua própria maneira, sob ação do Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação de almas." [5]
A Bíblia ensina que o ofício de bispo e presbítero é igual para ambos (Tt 1.5-7), mas a tradição diz que são ofícios diferentes.
A Bíblia ensina que todos pecaram, exceto Jesus (Rm 3.10-12; Hb 4.15), mas a tradição afirma que Maria, mãe de Jesus, era sem pecado.
A Bíblia ensina que Cristo ofereceu seu sacrífio de uma vez por todas (Hb 7.27, 9.28, 10.10), mas a tradição repete o sacrifício de Cristo por meio do sacerdote na missa, sobre o altar.
A Bíblia ensina que não devemos nos enclinar diante de imagens ou estátuas (Êx 20.4,5), mas a tradição defende a idéia de que devemos no curvar diante delas.
A Bíblia ensina que todos os cristãos são santos e sacerdotes (Ef. 1.1; 1Pe 2.9), mas a tradição sustenta que os santos e sacerdotes pertencem a uma classe dentro da comunidade cristã.
A Bíblia ensina que Jesus é o único Mediador entre Deus e o homem (1Tm 2.5), porém a tradição afirma que Maria é co-mediadora com Cristo.
A Bíblia ensina que todos os cristãos devem saber que têm vida eterna (1Jo 5.13), mas a tradição diz que os cristãos não podem e não devem saber que têm vida eterna.
Os reformadores notaram que as palavras de Jesus aos fariseus aplicavam-se igualmente à sua época: "invalidaste a palavra de Deus, por causa da vossa tradição" (Mt 15.6).
Uma vez que a experiência ensina que, se a leitura da Bíblia Sagrada na língua vernácula é geralmente permitida sem discriminação, mais prejuízo do que vantagem resultará por causa da ousadia dos homens, o julgamento dos bispos e inquisidores podem, de acordo com o conselho do sacerdote e confessor local, permitir traduções católicas da Bíblia para serem lidas por aqueles que se convencerem de que tal leitura não causará prejuízo, mas sim aumento da fé e a devoção. A permição deve ser dada por escrito. Qualquer pessoa que leia ou tenha uma tradução em seu poder sem esta permissão, não poderá ser absolvido de seus pecados até que devolva essa Bíblia [ao superior]. [9]
Tais descobertas sobre a tradição levaram os reformadores de volta para a Bíblia. Ali aprenderam eles que as Escrituras devem permanecer como juiz de todo ensino. A Escritura ensina que ela é a revelação de Deus, sendo, portanto, verdadeira em tudo o que ensina. Entretando, em lugar algum a Escritura diz que a igreja é verdadeira em tudo o que anuncia. Antes, embora a igreja como um todo seja preservada na fé, lobos surgirão no seu seio (At 20.29,30), e até mesmo o homem da ilegalidade sentar-se-á no meio da igreja ensinando mentiras (2Tm 2.4)."
Autor: Dr. Robert Godfrey
Texto extraído do livro "Sola Scriptura: Numa época sem fundamentos, o resgate do alicerce bíblico"; Editora Cultura Cristã.
[3] Tradução do Rev. Schroeder em The Canons and Decrees of the Councial of Trent (Rockford, IL: TAN Books, 1978), p. 17. Para o latim do texto ver Philip Schaff, The Creeds of Christendom (Grand Rapids: Baker, 1985), II:80.
[5] Ibid., p. 118.
[6] João Eck, Enchiridion of Commonplaces, traduzido por Ford Lewis Battles (Grand Rapids: Baker, 1979), p. 13.
[7] Josef Rupert Geiselmann, The Meaning of Tradition (Montreal: Palm Publishers, 1966), p. 16, nota nas pp. 113-114.
[8] Citado em Cambridge Medieval History, seção escrita por W.H.Hutton, editado por H.M.Gwatkin e J.P.Whitney (Nova York: The MacMillan Co., 1967) II:247.
[9] James Townley, Illustations of Biblical Literature, vol.2 (Londres: impresso por Longman, Hurst, Rees, Orme e Brown, 1821), p. 481.
[10] Documents of Vatican II, pp. 125-126.
Fonte: [ UMPCGYN ]

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São muitos "apóstolos" que se levantam na atualidade, pricipalmente dentro do Brasil, divulgando curas, milagres e aberturas de igrejas como provas da veracidade de seu ministério apostolar, mas será que de fato a bíblia requer apenas isso para definirmos um apóstolo? Será que a Bíblia se restringe á superficialidade destas obras para conceituar o ministério apostólico? Basta curas e crescimento denominacional para entendermos uma atuação verídica de um apóstolo?
O que significa a palavra apóstolo?
A palavra apóstolo provém do grego apostolos (Απόστολος) e significa literalmente "enviado", podendo ainda compreender o sentido de "embaixador" sendo assim o apóstolo uma pessoa que representa quem o enviou. Esta palavra foi usada para descrever o Senhor Jesus em Sua relação com Deus (Hb 3.1; Jo 17.3) e aplicou-se para designar-se os que foram chamados para um treinamento especial com Jesus (Lc 6.13; 9.10), além de definir em um sentido mais amplo aqueles que haviam sido enviados a serviço da igreja no auxílio e implatação de igrejas (At 14.4, 14 Paulo e Barnabé; Rm 16.7 Andrônico e Júnias; 2 Co 8.23 dois irmãos anônimos chamados ´embaixadores[apóstolos]` das igrejas; Fp 2.25 Epafrodito é chamado ´vosso enviado [apóstolo]`; 1 Ts 2.6 define-se Paulo, Silas e Timóteo em sua relação com Cristo. Extraído do dicionário Vine pp. 407 e 408, CPAD, 4ª edição 2004).
Em que consistia o ministério apostólico?
O apóstolo é um dom dado á igreja para a edificação dos santos, quem ocupava este cargo possuia primazia na hierarquia eclesiástica estabelecida na Palavra do Senhor (1 Cor 12.27-31; Ef 4.11-16), o ministério apostólico consistia em viagens missionárias onde os vocacionados pregavam o Evangelho, e implantavam igrejas, demonstrando por meio de sinais a Palavra de Jesus Cristo, testemunhando das coisas que vivenciaram enquanto conviveram com o Mestre, ganhando almas e resgatando vidas, estes tinham autoridade para escrever mandamentos á igreja do Senhor, pois eram inspirados pelo Espírito neste importante negócio (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.45-50; 1 Cor 9.2; 2 Cor 12.12; Ef 2.19-20; 3.1-5; 2 Pe 1.20-21; 3.15; Jd 17-18; Ap 1.19), os apóstolos foram responsáveis pela expansão da igreja pelo mundo por meio da pregação inspirada pelo Espírito Santo. Num sentido mais amplo, os enviados da igreja serviam de alguma forma, fosse pela pregação, transporte de cartas, auxílio em trabalhos evangelísticos ou outras coisas no serviço em prol do Evangelho.
Quem poderia exercer o ministério apostólico e o que qualificava um apóstolo?
Óbviamente a igreja não era "casa da mãe joana", não era qualquer um que poderia chegar dizendo que era apóstolo e ir impondo revelações, ensinamentos e abrindo igrejas, era necessário um currículo restrito para que alguém assumisse a posição de apóstolo.
Pedro aquando da escolha do substituto de Judas, o traidor, esclareceu á igreja a respeito das qualificações necessárias para que alguém tomasse parte no apostolado:
"É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição." (Atos 1:21-22).
Os apóstolo eram pessoas diretamente vocacionadas por Jesus, que haviam testemunhado Suas obras e ensinamentos e que haviam visto o Cristo ressuscitado (Mc 3.13, 14; Lc 6.12-16; At 9), sem esta experiência ninguém poderia tomar sobre si este título em seu sentido técnico e restrito a uma classe especial de pessoas.
Basicamente foram três os estágios vividos pelos apóstolos: chamada, educação e missão.
Chamada
O próprio Cristo vocacionou seus escolhidos, e para os fins de Sua missão, tomou a iniciativa, comissionando aos que a Ele seguiam, sempre com um chamado simples e direto, cheio de autoridade, e uma resposta imediata a este chamado (Mc 1.16-20; 2.14; 3.13-19; At 9.1-16).
Educação
A Bíblia relata que os discípulos eram testemunhas e companheiros de Jesus no Seu ministério público, sempre aprendendo do Mestre (Mc 4.10-25, 35-41; 6.7-11, 31, 47-52; 8.14-21), esta experiência de convivência proporcionou aos discípulos aprendizados sobre amor, esperança, fé, humildade, mansidão, e virtudes centrais do Evangelho, Jesus se dedicou a formar bons discípulos educando-os em tudo, como podemos ver na leitura de João do capítulo 13 ao 17.
Missão
Jesus enviou em missão aos seus discípulos capacitando-os e revestindo-os de poder e autoridade espiritual para pregarem o Evangelho, anunciando o Reino de Deus, e realizando curas e expulsão de demônios (Mc 6.7-13; Mt 10; Lc 10.1-24), desta forma adquiriram experiência e aprendizado diante do Mestre para a obra que iriam realizar.
A concessão do título apostolar por parte da igreja
Com o tempo, as exigências da igreja (que logo obteve grande desenvolvimeto) e a livre concessão do Espírito de Deus o apostolado deixou de ter aquela estreiteza em seus limites. Por ato da igreja de Antioquia (At 13.1-3), Barnabé e Saulo foram constituídos apóstolos: é-lhes concedido este título em At 14.4, 14. Paulo defendia firmemente seu apostolado (Rm 1.1; 1 Co 1.1; 2 Co 1.1, etc.) e associava com ele Barnabé (Gl 2.9; 2 Co 9.5, 6), como já foram citados, outros irmãos também receberam este título. Havia contudo uma condição essencial para o círculo apostólico: um apóstolo devia ter visto o Senhor (1 Co 9.1), para poder testemunhar logo o objeto da fé da igreja, Cristo ressuscitado (1 Co 15.8).
Hoje num sentido mais amplo algumas igrejas entendem como apóstolo aquele que é enviado para implantação de igrejas na propagação do Evangelho e no desbravamento do campo missionário, servindo á igreja e ao Senhor, porém não com a mesma autoridade que estava vinculada aos que primeiramente possuíam este título, pois ninguém está autorizado a trazer uma revelação que esteja em grau de igualdade com a Bíblia Sagrada, todos devem seguir o que foi deixado como herança nas Escrituras pelos primeiros apóstolos.
O apóstolo, suas obras e o fruto do Espírito
O ministério apostólico na vida de uma pessoa se confirma através de seus feitos em prol do Evangelho, o apóstolo biblicamente falando deve ser um desbravador, uma pessoa que arrisca até mesmo a vida para levar a mensagem do Evangelho, que abre trabalhos, implanta igrejas e ganha almas para Jesus pregando a Sã Doutrina (1 Co 9.2), infelizmente não é o que vemos por parte dos ditos "apóstolos" da atualidade, pois não se dirigem a locais onde o Evangelho não chegou, pelo contrário, ficam em grande centros, e ás vezes "pescando em aquário" tirando membros de outras igrejas ás custas de críticas e acusações, postura que não condiz com a de um verdadeiro apóstolo (Rm 15.15-21).
Além do esforço no ensino e na pregação da Palavra, por vezes expondo até mesmo a própria vida (At 20.17-27;2 Co 12.15; Gl 6.17), o apóstolo deve ter sua pregação confirmada por meio de curas, sinais, prodígios e maravilhas (At 4.29-30; Rm 15.19; 2 Co 12.12), porém as curas em si não qualificam o apóstolo se não forem acompanhadas do fruto do Espírito, afinal se é o Espírito que promove sinais, este mesmo Espírito já promoveu uma transformação de caráter em quem promove os sinais (1 Co 11.1; Gl 5.22), pois a ausência de caráter cristão é sinal e prova de um ministério apostólico falso (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Jd 2, 8; Fp 3.2; 2 Tm 3.1-9; Mt 7.15; 24.11; 24; Mc 13.22; At 13.6-10, Ap 2.2, etc.), portanto não só obras de caridades e curas são válidas para se aprovar um apóstolo, pois como Paulo disse:
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Co 13.1-7).
Sem amor de nada vale obra de caridade ou milagre, sem o verdadeiro Evangelho que é centrado no amor, de nada vale ter um grande ministério com milhares de igrejas cheias de fiéis.
Agora, depois de todos este aspectos bíblicos citados acima, podemos dizer que possuímos apóstolos hoje em dia? Será que de fato alguns que se auto-intitularam apóstolos passam pelo crivo da palavra? Estes que clamam pela teologia da prosperidade e um "evangelho" totalmente distorcido, que não é centrado no amor de Cristo e na Sua Doutrina, são mesmo apóstolos? Fazem o mesmo que os apóstolo faziam? Ou andam escondendo sua falta de caráter e conduta cristã, além de pregação espúria, atrás de sinais, curas e denominações grandiosas?
A grande verdade meus irmãos, é que no grande Dia, muitos "apóstolos" dirão algo ao Senhor e receberão uma dura resposta, pois Jesus disse:
"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade."
(Mt 7.21-23).
Apesar de ter sido um pouco extenso, espero ter respondido a alguns críticos que defendem os erros de grandes "apóstolos" da atualidade, espero que os leitores possam ter consciência da verdade em Cristo.
No temor do Senhor,
Júnior Rubira.
Fonte: [ Espada do Espírito ]

Quem mora nas grandes cidades do Brasil conhece hospitais, onde milhares de pessoas sofrem. Entre elas há um enorme contingente que não recebe visitas ou acompanhamento das famílias. A solidão e o abandono fazem o sofrimento aumentar.
Nessas mesmas cidades, também encontramos lugares para reclusão de adolescentes infratores – em São Paulo há a Fundação Casa, antiga Febem. Lá esses jovens ficam até completarem maior-idade e voltarem às ruas, se melhores ou não é outra questão.
Encontramos também, presídios onde homens cumprem pena por crimes cometidos; Prisões femininas onde mulheres estão encarceradas; Orfanatos onde crianças abandonadas esperam por uma adoção e; Asilos onde pessoas de idade aguardam a morte, pois essa é a única que um dia vai busca-las.
Em todos esses lugares há profissionais pagos pelo Estado ou pelas instituições para atenderem os usuários desses sistemas. Ainda que muitos façam isso com amor, talvez(?), a maioria esteja lá por causa do salário.
Esses lugares são verdadeiros depósitos de sofrimento humano, más também há os lugares a céu aberto, como a cracolandia no centro de São Paulo, onde a desesperança e o sofrimento estão estampados nos rostos daqueles que ali vivem. A mesma coisa pode ser vista em calçadas da zona sul do Rio de Janeiro, onde crianças dormem amontoadas, ou em baixo de viadutos em Belo Horizonte, abrigo de famílias sem teto.
Sobre esse tema, tenho algumas perguntas, a fazer para a Igreja Cristã brasileira, da qual sou parte e por isso me sinto muito a vontade para me questionar.
Primeira: Para que serve todo o crescimento espiritual e esse “avivamento” que estamos vivendo se essas pessoas não forem alcançadas? Alguém pode afirmar:”Nós estamos orando por elas”. E é verdade. Estamos mesmo. Más quando oramos pedindo para Deus visitá-las e cuidar delas, não estaríamos devolvendo a Deus uma responsabilidade que Ele nos deu? Em caso de dúvida leia MT 25:31-46. Se for isso mesmo, então, nós é que precisaremos de orações. Ou o teor das nossas orações é que deve mudar.
Segunda: Para que serve todo o dinheiro que arrecadamos se ele não está sendo usado para socorrê-las? Não concordo quando dizem que o dinheiro que se dá na igreja é dinheiro do povo. Na verdade, esse dinheiro passa a ser de Deus, quando alguém o entrega para ele, ainda que a igreja o receba, ela funciona como um caixa. Porém a responsabilidade da igreja é maior do que a de um simples caixa, pois passa a ser gestora desses recursos e o dono do dinheiro já definiu, por princípios, como e onde deseja que seja investido (Dt 10:18, Is 1:16-17) Algumas denominações investem milhões em templos suntuosos, com pisos de mármore e vitrais maravilhosos, afirmando assim dar o melhor para Deus, más será que o melhor para Deus não seria que esse dinheiro fosse investido para tirar órfãos das ruas, por exemplo? É bem provável que obedecendo a Palavra, se não resolvêssemos esse problema no Brasil, o minimizaríamos.
Terceira: Para que serve a Palavra que recebemos se não os alcançarmos os perdidos com ela? São importantes o culto, a liturgia, os louvores, a comunhão com os irmãos, a atuação nos ministérios. Más, nenhuma dessas coisas encontram fim em si mesmas. A Igreja só existe por causa do perdido. Se não houvesse mais ninguém para ser alcançado a nossa missão aqui já teria terminado e todas as agendas seriam canceladas (para desespero de muitos). Tudo que a Igreja é e faz deveria ser por causa do outro. Cada vez mais a igreja é ensimesmada, e só existe por causa das suas atividades e de suas agendas (pois, embora não admitam, muitas vivem de congresso em congresso, de campanha em campanha) estão desarmonizadas com a vontade de Deus e fazem com que os crentes que nela congregam também estejam. (1Sm 15:22)
É como se estivéssemos atrás de um balcão, dizendo ao mundo: “Venham, nos estamos aqui e temos o que vocês precisam” e de vez em quando fazemos uma programação para “alcançar o perdido”. Isso não pode ser programação! É o motivo de nossa existência! (Mt 28:19-20) Tiremos o balcão e vamos ao mundo perdido, não por programação, más por compromisso diário.
Por fim, nos especializamos em falar para nós mesmos. Discursos de vitória, crescimento espiritual, atos proféticos e massagens de ego, abarrotam os auditórios. Enquanto os chamados para capelanía em presídios, hospitais, orfanatos e asilos, não são atendidos. Parece que quanto mais longe do sofrimento, dos sofredores e da dor alheia, melhor.
Também, por isso, não sabemos mais falar para os não-crentes, o nosso jargão igrejeiro não é entendido por eles. Termos como unção, retété, cair no poder, aleluia e outros, que as vezes até nós mesmos temos dificuldades de entender, nos distanciam deles.
Nós como Igreja poderíamos ajudar, e muito, as instituições a recuperar essas pessoas para a sociedade e para o Reino, más estes e outros sintomas revelam que cada vez menos a igreja existe por causa do outro.
***
Fonte: [ Clamando no Deserto ]
Via: [ Púlpito Cristão / Ministério Batista Beréia ]


Tomando Decisões
Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões. Fazemos escolhas, optamos, resolvemos e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual; a vida da empresa, da igreja, a vida da nossa família... Enfim, a vida de nossos semelhantes.
Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas “ciências exatas” é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos.
As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.
A nossa palavra "ética" vem do grego eqikh, que significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.
Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões.
Alternativas Éticas
Cada um de nós tem uma ética. Cada um de nós, por mais influenciado que seja pelo relativismo e pelo pluralismo de nossos dias, tem um sistema de valores interno que consulta (nem sempre, a julgar pela incoerência de nossas decisões...!) no processo de fazer escolhas. Nem sempre estamos conscientes dos valores que compõem esse sistema, mas eles estão lá, influenciando decisivamente nossas opções.
Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas de acordo com o seu princípio orientador fundamental. As principais são: humanística, natural e religiosa.
Éticas Humanísticas
As chamadas éticas humanísticas são aquelas que tomam o ser humano como a medida de todas as coisas, seguindo o conhecido axioma do antigo pensador sofista Protágoras (485-410 AC). Ou seja, são aquelas éticas que favorecem escolhas e decisões voltadas para o homem como seu valor maior.
Hedonismo
Uma forma de ética humanística é o hedonismo. Esse sistema ensina que o certo é aquilo que é agradável. A palavra "hedonismo" vem do grego |hdonh, "prazer". Como movimento filosófico, teve sua origem nos ensinos de Epicuro e de seus discípulos, cuja máxima famosa era "comamos e bebamos porque amanhã morreremos". O epicurismo era um sistema de ética que ensinava, em linhas gerais, que para ter uma vida cheia de sentido e significado, cada indivíduo deveria buscar acima de tudo aquilo que lhe desse prazer ou felicidade. Os hedonistas mais radicais chegavam a ponto de dizer que era inútil tentar adivinhar o que dá prazer ao próximo.
Como conseqüência de sua ética, os hedonistas se abstinham da vida política e pública, preferiam ficar solteiros, censurando o casamento e a família como obstáculos ao bem maior, que é o prazer individual. Alguns chegavam a defender o suicídio, visto que a morte natural era dolorosa.
Como movimento filosófico, o hedonismo passou, mas certamente a sua doutrina central permanece em nossos dias. Somos todos hedonistas por natureza. Freqüentemente somos motivados em nossas decisões pela busca secreta do prazer. A ética natural do homem é o hedonismo. Instintivamente, ele toma decisões e faz escolhas tendo como princípio controlador buscar aquilo que lhe dará maior prazer e felicidade. O individualismo exacerbado e o materialismo moderno são formas atuais de hedonismo.
Muito embora o cristianismo reconheça a legitimidade da busca do prazer e da felicidade individuais, considera a ética hedonista essencialmente egoísta, pois coloca tais coisas como o princípio maior e fundamental da existência humana.
Utilitarismo
Outro exemplo de ética humanística é o utilitarismo, sistema ético que tem como valor máximo o que considera o bem maior para o maior número de pessoas. Em outras palavras, "o certo é o que for útil". As decisões são julgadas, não em termos das motivações ou princípios morais envolvidos, mas dos resultados que produzem. Se uma escolha produz felicidade para as pessoas, então é correta. Os principais proponentes da ética utilitarista foram os filósofos ingleses Jeremy Bentham e John Stuart Mill.
A ética utilitarista pode parecer estar alinhada com o ensino cristão de buscarmos o bem das pessoas. Ela chega até a ensinar que cada indivíduo deve sacrificar seu prazer pelo da coletividade (ao contrário do hedonismo). Entretanto, é perigosamente relativista: quem vai determinar o que é o bem da maioria? Os nazistas dizimaram milhões de judeus em nome do bem da humanidade. Antes deles, já era popular o adágio "o fim justifica os meios". O perigo do utilitarismo é que ele transforma a ética simplesmente num pragmatismo frio e impessoal: decisões certas são aquelas que produzem soluções, resultados e números.
Pessoas influenciadas pelo utilitarismo escolherão soluções simplesmente porque elas funcionam, sem indagar se são corretas ou não. Utilitaristas enfatizam o método em detrimento do conteúdo. Eles querem saber “como” e não “por quê?”.
Talvez um bom exemplo moderno seja o escândalo sexual Clinton/Lewinski. Numa sociedade bastante marcada pelo utilitarismo, como é a americana, é compreensível que as pessoas se dividam quanto a um impeachment do presidente Clinton, visto que sua administração tem produzido excelentes resultados financeiros para o país.
Existencialismo
Ainda podemos mencionar o existencialismo, como exemplo de ética humanística. Defendido em diferentes formas por pensadores como Kierkegaard, Jaspers, Heiddeger, Sartre e Simone de Beauvoir, o existencialismo é basicamente pessimista. Existencialistas são céticos quanto a um futuro róseo ou bom para a humanidade; são também relativistas, acreditando que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Para eles, o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte.
Sartre, um dos mais famosos existencialistas, disse: "O mundo é absurdo e ridículo. Tentamos nos autenticar por um ato da vontade em qualquer direção". Pessoas influenciadas pelo existencialismo tentarão viver a vida com toda intensidade, e tomarão decisões que levem a esse desiderato. Aldous Huxley, por exemplo, defendeu o uso de drogas, já que as mesmas produziam experiências acima da percepção normal. Da mesma forma, pode-se defender o homossexualismo e o adultério.
O existencialismo é o sistema ético dominante em nossa sociedade moderna. Sua influencia percebe-se em todo lugar. A sociedade atual tende a validar eticamente atitudes tomadas com base na experiência individual. Por exemplo, um homem que não é feliz em seu casamento e tem um romance com outra mulher com quem se sente bem, geralmente recebe a compreensão e a tolerância da sociedade.
Ética Naturalística
Esse nome é geralmente dado ao sistema ético que toma como base o processo e as leis da natureza. O certo é o natural — a natureza nos dá o padrão a ser seguido. A natureza, numa primeira observação, ensina que somente os mais aptos sobrevivem e que os fracos, doentes, velhos e debilitados tendem a cair e a desaparecer à medida que a natureza evolui. Logo, tudo que contribuir para a seleção do mais forte e a sobrevivência do mais apto, é certo e bom; e tudo o que dificultar é errado e mau.
Por incrível que possa parecer, essa ética teve defensores como Trasímaco (sofista, contemporâneo de Sócrates), Maquiavel, e o Marquês de Sade. Modernamente, Nietzsche e alguns deterministas biológicos, como Herbert Spencer e Julian Huxley.
A ética naturalística tem alguns pressupostos acerca do homem e da natureza baseados na teoria da evolução: (1) a natureza e o homem são produtos da evolução; (2) a seleção natural é boa e certa. Nietzsche considerava como virtudes reais a severidade, o egoísmo e a agressividade; vícios seriam o amor, a humildade e a piedade.
Pode-se perceber a influência da ética naturalística claramente na sociedade moderna. A tendência de legitimar a eliminação dos menos aptos se observa nas tentativas de legalizar o aborto e a eutanásia em quaisquer circunstâncias. Os nazistas eliminaram doentes mentais e esterilizaram os "inaptos" biologicamente. Sade defendia a exploração dos mais fracos (mulheres, em especial). Nazistas defenderam o conceito da raça branca germânica como uma raça dominadora, justificando assim a eliminação dos judeus e de outros grupos. Ainda hoje encontramos pichações feitas por neo-nazistas nos muros de São Paulo contra negros, nordestinos e pobres. Conscientemente ou não, pessoas assim seguem a ética naturalística da sobrevivência dos mais aptos e da destruição dos mais fracos.
Os cristãos entendem que uma ética baseada na natureza jamais poderá ser legítima, visto que a natureza e o homem se encontram hoje radicalmente desvirtuados como resultado do afastamento da humanidade do seu Criador. A natureza como a temos hoje se afasta do estado original em que foi criada. Não pode servir como um sistema de valores para a conduta dos homens.
Éticas Religiosas
São aqueles sistemas de valores que procuram na divindade (Deus ou deuses) o motivo maior de suas ações e decisões. Nesses sistemas existe uma relação inseparável entre ética e religião. O juiz maior das questões éticas é o que a divindade diz sobre o assunto. Evidentemente, o conceito de Deus que cada um desse sistema mantém, acabará por influenciar decisivamente o código ético e o comportamento a ser seguido.
Éticas Religiosas Não Cristãs
No mundo grego antigo os deuses foram concebidos (especialmente nas obras de Homero) como similares aos homens, com paixões e desejos bem humanos e sem muitos padrões morais (muito embora essa concepção tenha recebido muitas críticas de filósofos importantes da época). Além de dominarem forças da natureza, o que tornava os deuses distintos dos homens é que esses últimos eram mortais. Não é de admirar que a religião grega clássica não impunha demandas e restrições ao comportamento de seus adeptos, a não ser por grupos ascéticos que seguiam severas dietas religiosas buscando a purificação.
O conceito hindú de não matar as vacas vem de uma crença do período védico que associa as mesmas a algumas divindades do hinduísmo, especialmente Krishna. O culto a esse deus tem elementos pastoris e rurais.
O que pensamos acerca de Deus irá certamente influenciar nosso sistema interno de valores bem como o processo decisório que enfrentamos todos os dias. Isso vale também para ateus e agnósticos. O seu sistema de valores já parte do pressuposto de que Deus não existe. E esse pressuposto inevitavelmente irá influenciar suas decisões e seu sistema de valores.
É muito comum na sociedade moderna o conceito de que Deus (ou deuses?) seja uma espécie de divindade benevolente que contempla com paciência e tolerância os afazeres humanos sem muita interferência, a não ser para ajudar os necessitados, especialmente seus protegidos e devotos. Essa concepção de Deus não exige mais do que simplesmente um vago código de ética, geralmente baseado no que cada um acha que é certo ou errado diante desse Deus.
A Ética Cristã
Á ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.
Como as demais éticas já mencionadas acima, a ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que acredita estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:
1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.
2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedecê-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.
3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.
4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da divindade, poder e sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.
Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.
É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.
É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedecê-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as benesses divinas.
A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.
Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: [ CACP ]

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O apóstolo Valdomiro e a ausência de características bíblicas apostólicas
0 comentários Postado por Alisson às 20:59A irmã afirma que o irmão Valdemiro Santiago não cuida de suas ovelhas e a partir deste momento começa uma discussão ao vivo, ele ridiculariza a irmã dizendo que deve ter sido frustrada em sua antiga denominação (uma postura bem exclusivista) e ao tentar responder, a irmã recebe UMA ORDEM: "Fica quieta e me ouve, eu tô dando uma ordem!! Tô dando ordem!!!
Ao receber uma ameaça de processo ele afirma que ela pode procurar um advogado, diz que Jesus cuidava das ovelhas através de 12 (e não pessoalmente) e que não poderia pagar pelo erro de um obreiro, como a irmã continuou a debater ele a ameaçou de expulsá-la do culto na IMPD, aparentemente esta irmã foi retirada do culto (ou abandonou a reunião), debaixo de vaias e gritos de "Sai endemoninhada!!!" além de um comentário do apóstolo de "satanás sempre manda alguém!" e também "sou um sujeito tão pequeno mas Deus tem um ciúme de mim".
Infelizmente toda esta cena ocorreu em um chamado "culto" que deveria ser de expressão de louvor ao Senhor, e expressão de comunhão e caráter cristão na igreja de Deus, esta contenda ao vivo na televisão só demonstrou o despreparo deste líder em agir como Jesus e a presença das obras da carne no meio da congregação, pois iras, pelejas, inimizades e dissenssões não provém de Deus ( Gl 5.19, 20 e 21)
A irmã poderia ter tentado procurar o apóstolo em particular, ou se queixado a outro auxiliar, ou ainda tentar entrar em contato com a liderança da igreja por outros meios que não fossem apenas o falar pessoalmente, desta forma não teria ela interrompido o culto, evitando tal situação, embora eu não saiba exatamente o que ocorreu, ela deveria ter tentado resolver sem expor o problema desta forma. Mas também posso entender que se não houve formas de ser bem tratada não poderia ela protestar senão daquela forma, isso não pode ser excluído.
Certa ou não, o que me assusta ao assistir este vídeo é a postura do apóstolo Valdemiro, que agiu com muita falta de educação e insensibilidade para com aquela irmã, ridicularizando-a publicamente e aos berros praticamente mandando irmã calar a boca, isto é um absurdo! Onde está o autocontrole? A temperança? A longanimidade? A mansidão? A humildade? (Gl 5.22, 23; Mt 11.29; Rm 12.16, 18 e 21)
Nenhum apóstolo citado nas Escrituras agia com tamanha arrogância e abuso de autoridade, a Bíblia afirma que um líder não deve agir como o dominador do rebanho (1 Pe 5.1-3), na verdade o cristão deve andar como o Mestre andou (1 Jo 2.6) e Jesus era amoroso para com suas ovelhas e tratava-as com respeito, cuidando inúmeras vezes de casos específicos que seus discípulos (leia-se obreiros) não poderiam tratar (Mt 9.36; 14.14; Mc 1.41; 5.19; 6.34; Lc 7.13; Jo 11.17), e ensinando-os a imitarem o que Ele fazia, de forma que seus obreiros tinham que ter uma boa conduta para com o povo, e quando erravam sempre eram repreendidos e não acobertados em suas falhas (Mt 19.13, 14; Mc 9.38, 39; Lc 9.49, 50; 18.15-17).
A atitude deste apóstolo ameaçando retirar a irmã do culto como se a igreja fosse dele foi repudiável, a igreja é do CABEÇA (Ef 5.23), ela é um corpo, e nenhum membro pode desprezar o outro, pois todos são dependentes uns dos outros, não há membro mais importante, seja apóstolo ou simples fiel (1 Co 12.12-27, com ênfase no versículo 21), ninguém tem autoridade para expulsar uma pessoa do culto, pois o culto é dEle, por Ele e para Ele (Rm 11.36), nenhum membro do corpo pode ser lançado fora e nenhum apóstolo jamais expulsou alguém do culto, nem mesmo Jesus Cristo o fez, ainda que sempre confrontado pelos fariseus que compareciam em suas pregações, repondia com sabedoria e autoridade escriturística e não com falta de educação.
É lamentável que este pregador tenha incentivado vaias e gritos de ofensas contra esta irmã sem sequer ter repreendido a quem gritava, chamando-a de emissária de satanás, o povo como sempre alienado e idólatra agiu com fúria e ódio contra aquela irmã, com a velha "teologia do não-toque-no-ungido", quando na verdade a Palavra de Deus recomenda outra posição:
"Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado." (Gl 6.1)
Isto se é que esta irmã de fato falhou, pois desconhecemos por completo o contexto do ocorrido, mas independentemente da falha ou não na atitude desta membra, a postura do apóstolo foi antíbíblica e inaceitável pelos padrões das Escrituras a respeito de um líder cristão. Ao afirmar que Deus tinha ciúme dele o irmão Valdemiro se esquece que Deus é zeloso de todos nós, resiste aos soberbos e atenta dando graça ao humilde:
"Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?
Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." (Tg 4.5-6)
No temor do Senhor, intercedendo pelo Corpo Universal e Invisível de Cristo,
Júnior Rubira.
Fonte: [ Espada do Espírito ]

A influência do movimento neopentecostal, surgido na década de sessenta, tem-se feito sentir de forma profunda nas denominações evangélicas históricas, e também dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil. Não podemos tratar o movimento como um bloco monolítico, existem, dentro dele, diversas correntes e ramificações, o que faz com que generalizações tornem-se injustas. Mas, onde aparece com toda a liberdade, o neopentecostalismo manifesta a crença em novas revelações através de profecias e línguas, visões e sonhos, todos atribuídos ao Espírito Santo, e em alguns casos, práticas estranhas ao cristianismo histórico, que são atribuídas ao poder do Espírito Santo, como "cair" no Espírito, o "sopro" do Espírito, o "riso santo", característica principal do movimento conhecido como "a bênção de Toronto". Há pastores que pretendem ter controle sobre o Espírito Santo, que presumem concedê-lO pela imposição de mãos, lançá-IO sobre o povo, girando o paletó, soprando sobre eles, etc, como o conhecido carismático Benny Hinn. Estes super-pastores determinam até mesmo quando o Espírito vai curar ou agir, pois marcam com antecedência reuniões de cura e libertação, coisa que nem mesmo o Senhor Jesus e os apóstolos fizeram.
As denominações evangélicas (a presbiteriana incluída!) estão aturdidas, tomadas de surpresa por esses ensinos. Muitas de suas igrejas locais têm adotado, em maior ou menor medida, as doutrinas e práticas do neopentecostalismo. Poderíamos receber ajuda do ensino de Calvino, nesta hora?
Em que o ensino de Calvino nos ajuda hoje?
Em primeiro lugar, o ensino de Calvino sobre o testemunho interno do Espírito vem lembrar à Igreja que, nestes tempos difíceis, ela deve buscar de Deus a íntima iluminação do Espírito para compreender e aplicar as Escrituras à sua vida e missão. Corremos o risco de pensar que Calvino, em sua luta contra os excessos dos "Entusiastas", caiu no extremo do academicismo frio. Balke nos relata o que de fato ocorreu:
"Calvino, o teólogo do Espírito Santo, queria guardar-se contra o fanatismo, sem porém impedir a liberdade do Espírito." ¹
Como Calvino, devemos nos guardar dos excessos de hoje, ao mesmo tempo em que, submetendo-nos à liberdade do Espírito, procuramos a Sua iluminação. Todavia, para isso, é necessário arrependimento e saneamento da vida das igrejas focais, dos conselhos, concílios, organizações e instituições eclesiásticas que compõem a IPB. É preciso nos voltarmos a Deus em oração, suplicando a iluminaçãodo Espírito, como bem orienta a Carta Pastoral da Igreja Presbiteriana do Brasil sobre o Espírito Santo:
Ao mesmo tempo em que orienta a Igreja a guardar-se de uma interpretação das Escrituras que parte dos princípios hermenêuticos equivocados da experiência neopentecostal, a Igreja também adverte contra uma interpretação intelectualizada e árida das Escrituras, que se esqueceda necessidadeda iluminação do Espírito para sua compreensão e de que Deus promete ensinar àqueles que procuram andar em santidade e retidão (Sal. 119:18, 33-34; Luc. 24:44-45). ²
Em segundo lugar, Calvino nos desafia a examinar todas as manifestações espirituais pelo crivo da Palavra de Deus, quanto à natureza, ao propósito, e ao modo dessas manifestações. Essa prática está pressupondo corretamente o ensino bíblico de que o Espírito Santo não Se contradiz. As Escrituras foram inspiradas por Ele. Embora o Espírito aja de formas distintas em épocas distintas, jamais o faz em contradição ao que nos revelou na Palavra. Deveríamos estar abertos para o fato de que o Espírito tem enfatizado aspectos diferentes da Palavra em épocas diferentes - porém, jamais indo além dela ou contra ela.
Em terceiro lugar, o ensino de Calvino nos alerta contra os que pretendem ter total controle sobre o Espírito, que pretendem dispensar o batismo do Espírito pela imposição de mãos, que "ensinam" aos crentes imaturos e incautos a falar em línguas. Alerta-nos a rejeitar todo ensino, movimento, culto, liturgia, onde a Palavra de Deus não receba a devida proeminência. Se o Espírito fala pela Palavra, a Palavra deve ser o centro.
Muitos presbiterianos consideram-se calvinistas e reformados, mas quantos realmente percebem as implicações do ensino calvinista reformado sobre a obra do Espírito para as práticas neopentecostais que são aceitas em muitas das nossas igrejas? Calvino foi, de fato, um homem do Espírito Santo, que guiado por Ele, tornou-se o principal instrumento de Deus para a Reforma do século XVI, movimento que, na realidade, foi um dos maiores avivamentos espirituais ocorridos na Igreja Cristã, após o período apostólico. Todos nós queremos um avivamento espiritual, da mesma magnitude. Calvino, que viveu e ministrou em meio àquela tremenda manifestação de poder divino, não teve receio de ofender o Espírito por inquirir, de forma profunda e meticulosa, sobre a genuinidade dos fenômenos que sempre acompanham os grandes movimentos espirituais da história. Se por um lado não devemos ter medo do que o Espírito possa fazer, por outro, devemos temer a obra espúria dos espíritos enganadores, corno também o nosso próprio coração enganoso.
E por fim, vale a pena mencionarmos que "a era do Espírito Santo", como é conhecida em muitos meios neopentecostais, iniciou-se, não em 1906, com a reunião na rua Azuza, nos Estados Unidos, mas desde o dia de Pentecoste. As evidências bíblicas são numerosas. Em seu sermão no dia de Pentecoste, o apóstolo Pedro declarou que a descida do Espírito estava inaugurando os últimos dias (Atos 2:16-21). Os demais apóstolos ensinaram, semelhantemente, que os últimos dias, a dispensação anterior ao dia do julgamento final, já havia chegado (1 Cor. 7:29; 1 João 2:18).
Enfatizo esse ponto pois alguns poderiam argumentar que estamos vivendo hoje na "era do Espírito", e que Calvino viveu antes dessa época. Os que assim acreditam, afirmam que hoje o Espírito está agindo de uma forma muito mais intensa, e mesmo, diferente, da época da Reforma, e que, portanto, o que Calvino experimentou e ensinou está, num certo sentido, ultrapassado.
Entretanto, as Escrituras nos ensinam que a Igreja já está vivendo os últimos dias, a dispensação do Espírito, desde o período apostólico. Calvino viveu e ensinou em plena época do Espírito, tanto quanto nós hoje vivemos e labutamos. O ensino de Calvino, por ser bíblico, pode nos servir de balizamento, indicando-nos o estreito caminho do equilíbrio, entre uma vida de piedade e uma mente firmada nas antigas doutrinas da graça.
1 - Balke, Calvin and the Anabaptist Radicals, 326.
2 - "O Espírito Santo Hoje - Os Dons de Línguas e Profecia", em Carias Pastorais (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1995). O documento foi elaborado pela Comissão Permanente de Doutrina da IPB.
Autor: Rev. Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: Livro Calvino, o Teólogo do Espírito Santo - Seu ensino sobre o Espírito Santo e a Palavra de Deus. Editora PES - Publicações Evangélicas Selecionadas
Embora o artigo seja direcionado à IPB, creio que o mesmo é útil para todo o Corpo de Cristo.
RM

Não existe oração errada. Aliás, a oração errada é aquela que não é feita. A Bíblia Sagrada ensina que se deve orar a respeito de tudo. Orar por qualquer motivo, qualquer hora, qualquer lugar, sempre que o coração não estiver em paz. Tão logo o coração experimente apreensão, preocupação, medo, angústia, enfim, seja perturbado por alguma coisa, a ação imediata de quem confia em Deus é a oração.O apóstolo Paulo diz que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ação de graças, devemos apresentar nossos pedidos a Deus, tendo nas mãos a promessa de que a paz de Deus que excede todo o entendimento, guardará nossos sentimentos e pensamentos em Cristo Jesus (Filipenses 4.6,7). A expressão “coisa alguma” inclui desde uma vaga no estacionamento do shopping center quanto o fechamento de um negócio, o desejo de que não chova no dia da festa quanto a enfermidade de uma pessoa querida.
Esta experiência de oração é chamada de oração simples: orar sem censura filosófica ou teológica, orar sem se perguntar “é legítimo pedir isso a Deus?” ou “será que Deus se envolve nesse tipo de coisa?”. Simplesmente orar.
A garantia que temos quando oramos assim é a paz de Deus em nossos corações e mentes. A Bíblia não garante que Deus atenderá nossos pedidos exatamente como foram feitos: pode ser que a vaga no estacionamento não seja encontrada e que chova no dia da festa. A oração não se presta a fazer Deus trabalhar para nós, atendendo nossos caprichos e provendo o nosso conforto. Já que a causa da oração simples é a ansiedade, a resposta de Deus é a paz. O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora. A mudança da situação a respeito da qual se ora é uma possibilidade, a mudança do coração e da mente da pessoa que ora é uma realidade. Deus não prometeu dizer sim a todos os nossos pedidos, mas nos garantiu dar paz e nos conduzir à serenidade. Não prometeu nos livrar do vale da sombra da morte, mas nos garantiu que estaria lá conosco e nos conduziria em segurança através dele.
O maior fruto da oração não é o atendimento do pedido ou da súplica, mas a maturidade crescente da pessoa que ora. Na verdade, a estatura espiritual de uma pessoa pode ser medida pelo conteúdo de suas orações. Assim como sabemos se nossos filhos estão crescendo observando o que nos pedem e o que esperam de nós, podemos avaliar nosso próprio crescimento espiritual através de nossos pedidos e súplicas a Deus. As orações revelam o que realmente ocupa nossos corações, o que realmente é objeto dos nossos desejos, o que nos amedronta, nos desestabiliza e nos rouba a paz.
O apóstolo Paulo diz que quando era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Mas quando se tornou homem, deixou para trás as coisas de menino (1Coríntios 13.11). Não existe oração certa e errada. Mas existe oração de menino e oração de homem. Oração de menina e oração de mulher. A diferença está no coração: coração de menino e de menina, ora como menino e menina. A nossa certeza é que Deus também gosta de crianças.

Por: Marcelo Lemos
Já comentei aqui o meu desconforto quando ouço alguém dizer: “Meus amados, hoje não vim trazer teologia para vocês, mas sim, uma mensagem quentinha do céu”. Claro que, provavelmente, eu tenha relatado isso com outras palavras. Perdoem-me pela falta de memória (Risos). Há vários motivos que me colocam na defensiva contra pregadores que usam tal afirmação, ou alguma variação da mesma. Um dos motivos é que entendo ser vetado ao pregador a prática da mentira.
Você está diante de um mentiroso toda vez que escutar a afirmação supra citada. Se Charles C. Ryle está correto ao definir o saber teológico como sendo “simplesmente pensar a respeito de Deus e expressar tais pensamentos de alguma forma”(1); então não pode haver pregador que não seja teológo, nem pregação que não seja teologia! De modo que mente todo homem que se diz pregador, e ao mesmo tempo nega não portar alguma teologia.
Pode ser que este homem simplesmente não saiba qual a definição para teologia; alguém poderá dizer. Sim, é possível. Porém, neste caso, não estará em condições melhores. Não conhecendo a definição para teologia, ele não somente mente, como também é um ignorante e presunçoso. É um ignorante por falar daquilo que ignora, daquilo que não conhece. É um presunçoso, pois se julga apto a emitir juizo de valor sobre algo em que não possui domínio, ou ao menos, conhecimento fundamental.
Em poucas palavras: este homem não serve como pregador.
É claro que alguns pregadores talvez possam ser perdoados por lhes faltarem um outro conhecimento: o domínio da lógica. Estes, seriam aqueles que falam mal da Teologia, sem que pretendessem fazê-lo. Como? Na verdade, o que querem criticar são os abusos comentidos em nome da Teologia, e não a Teologia em si. Contudo, desprovidos de dominío da lógica, o que os entrega a maldição de um discurso ambíguo, eles acabam criticando a Teologia mesma, ainda que sem deliberda intenção. Talvez possam ser perdoados, talvez… Mas, que esperar de um pregador que não consegue expressar claramente suas idéias?
No paragrafo acima, estão descritos aqueles pregadores e pastores que reconhecem, de pronto, o valor da Teologia, mas, preocupados com os abusos comentidos por gente que se diz “teologa”, tentam alertar a igreja sobre tais perigos, sem que no processo consigam diferenciar claramente uma coisa da outra. Falta-lhes, provavelmente, a arte de pensar com clareza, ou de expresar claramente suas idéias.
Supeito que exista também um outro grupo, formado por pessoas que imaginam o desprezo pela Teologia como indicação de maior devoção e de mais profunda espiritualidade. Os tais são facilmente identificados, dada sua descarada disposição em manipular o emocional dos ouvintes. Provavelmente você já ouviu algumas de suas declarações!
“Igreja do Senhor: eu tinha um sermão prontindo para vocês esta noite; porém, quando eu chegei neste lugar, o Espírito Santo mudou tudo – fez aquele rebuliço! Por isso, quero lhes dizer que tenho uma mensagem vinda diretamente do céu para vocês!”.
Eu gosto de anotar as pregações que escuto. Dificilmente ouço uma pregação sem tomar notas; sem fazer observações. Considero isso muito proveitoso. Primeiro, me força a estar consentrado no que estou ouvindo; segundo, me permite analisar melhor o que está sendo dito. Disfarçar o que estou pensando parece não ser o meu forte, daí alguns pregadores já terem me dado algumas “cajadas” fenomenais, de forma indireta.
“Eu sei que na minha retaguarda (ou seja, entre os que estão assentados no pulpito, como o costume assembleiano), existem pessoas com muito mais capacidade que eu. Eu sei que tem aqui no ‘Ministério’ (idem), verdadeiros mestres nas Escrituras… Mas, meu queridos, na minha simplicidade, quero lhes dizer que não vos trago teologia! O que trago hoje é pãozinho quente, alimento vindo direto do Trono do Pai!”.
Há uma cajada ainda melhor, e mais direta; provavelemente é a versão mais temida! Ei-lá:
“Quando o homem acha que sabe muito, o Espírito Santo é colocado de lado. Não importa quanto o pregador esteja cheio de unção, você olha para a cara do infeliz, e ele está lá, parado feito uma estátuda; nem mesmo um ‘glória’ consegue sair de seus lábios! Ao inves de abrir o coração para Deus, o infeliz quer analisar o sermão do pregador: sua homilética, sua exegese, sua oratória!”.
Evidentemente, eu não posso me esquecer da cajada [supostamente] dada pelo tele-pregador Marco Feliciano em um irmão ‘frio’. Segundo relato do próprio Feliciano, depois de ter entregue um de seus ‘saborosos’ sermões, um obreio da Igreja, demonstrando preocupação, lhe teria questionado sobre a exatidão exegética de sua pregação. A reação de Marco Feliciano, segundo seu próprio relato, foi responder da seguinte forma:
“ – Vá para os quintos dos infernos!”.
Um cajada destas, confesso, ainda falta no meu currículo…
É claro que eles, os pregadores que desprezam a Teologia, se valem de tal recurso emotivo por uma razão muito simples: a maioria de seus ouvintes associam ignorancia teológica com maior profundidade espiritual. Se tais pregadores soubessem que seus ouvintes desprezam aqueles que desprezam o saber teológico, jamais se valeriam de tais recursos. São verdadeiros oportunistas. Por isso, temos um problema muito mais sério a ser tratado aqui. Não é que os pregadores sejam ruins sozinhos, mas que boa parte daqueles que os ouvem não estão em situação melhor, ao menos, neste aspecto.
Este fenomeno, engana-se quem pensar estar restrito ao meio pentecostal. É uma tendencia geral, mesmo no meio reformado. Em toda a sociedade é senso comum entender que não é possível conhecer a verdade, principalmente a verdade sobre Deus. Por isso, não é de se extranhar que os teológos, especialmente cristãos (devido o exclusivismo de sua religião), sejam vistos com extremadas desconfiança. Se antigamene a Teologia exercia papel importante na vida das pessoas, atualmente elas querem acreditam que a mesma é desnecessária, ou até mesmo perigosa.
Gordon H. Clark introduz seu livro In Defense of Theology [Em Defesa da Teologia], com um interessante comentário: “A Teologia, outrora aclamada ‘a Rainha das Ciências’, dificilmente chega ao posto de cozinheira hoje; ela é frequentemente desprezada, considerada com suspeita, ou simplesmente ignorada”(2). Este é o veredito da sociedade secular a nossa volta, e em grande parte, de muitos cristãos atuais. Mas, não é extranho que cristãos estejam trazendo para dentro da Igreja o mesmo desprezo que o mundo secularizado tem nutrido pela Teologia? Não seria desejável que nossos pregadores (e demais líderes locais) nos alimentassem com o conceito bíblico sobre esta questão?
Talvez nunca tenha lhe passado pela cabeça de muitos o fato de que a Bíblia tem um conceito próprio, e inspirado pelo Espírito Santo, sobre o valor e a utilidade do saber teológico. O próprio Senhor Jesus Cristo é exemplo deste fato. Engana-se o cristão, leigo ou pregador, que imagine Cristo pregando movido por uma combustão espiritual instantânea, desprovido de qualquer relação com o saber intelectual do conteúdo das Escrituras, e de seu significado.
O saber teológico acompanhou o Senhor Jesus em todo o seu ministério. Mesmo depois de já ressurreto, em seu discursos aos discipulos, ele argumenta com eles apartir de conclusões extraídas diretamente do Livro Sagrado:
“E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?
E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que deles se achava em todas as Escrituras” – Lucas 24.25-27.
Tenho particular interesse nesta porção das Escrituras. Vemos aqui o Cristo Ressuscitado defendendo bíblicamente, por meio de exegese [o texto diz “explicava-lhes”!], a realidade de sua ressurreição. Que coisa magnífica! Que testemunho em favor da validade e importancia do saber teológico! Sabemos que Cristo poderia simplesmente ter provado que estava vivo por meio de experiencia sensorias, como milagres e prodigios; afinal, era o próprio Deus diante deles naquela hora! Mas, ele decidiu provar-lhes a realidade de sua ressurreição dos mortos, extraindo conclusões válidas apartir das Escrituras!
Que ousadia têm aqueles pregadores e cristãos que desprezam o saber teológico, preferindo em seu lugar qualquer outra coisa, como experiencias e emoções! Eles se acham melhores que Cristo! Eles se consideram mais eficazes que o próprio Senhor, a quem dizem servir e amar! Do contrário, não é certo que deveriam seguir Seu exemplo? Como se atrevem a desprezar aquilo que Seu Deus valorizou?
Todo pregador é um teólogo. Ainda que um pregador seja estúpido, ele é um teológo, pois transmite reflexões a respeito de Deus, e da fé. Um teológo que despreza a teologia também é um teólogo, uma vez que para chegar ao entendimento de que deveria desprezar o saber teológico, ele precisou refletir teologicamente; ou seja, ele precisou metidar e tirar conclusões sobre Deus, e sobre a fé. Logo, seu desprezo pela teologia, é uma teologia, e ele mesmo, um teólogo. Sim, tal coisa é absurdamente contráditoria e auto-destrutiva; de modo que apesar de estúpido, ele é um teólogo.
Um pregador que desdenha o valor da Teologia é um mentiroso, pois não é possível refletir sobre Deus, sem fazer Teologia. É neste sentido que Ryle nos diz que até “o ateu possui uma teologia” (3).
Pense comigo em um pregador pentecostal, de quem se espera subscrever a confissão de fé das Assembléias de Deus (4). Tal pregador pretende expor suas reflexões a respeito de Lucas 12.49; onde lemos o seguinte;
“Vim lançar fogo na terra; e que mais quero, se já está acesso?”.
Então, o pregador inicia seus comentários sobre o texto bíblico, informando a Igreja de que “fogo”, nas Escrituras, é simbolo do Espírito Santo. Logo, sua intenção é demonstrar que o “fogo” do texto acima citado, é o Espírito Santo. É possível que tal pregador já tenha lido uma e outra obra de Teologia Sistemática, pois se julga apto a sentenciar que “fogo nas Escrituras é simbolo do Espírito Santo”; todavia, é certo que não compreendeu adequadamente o que leu.
A afirmação de que “fogo” nas Escrituras nos fale sobre “Espírito Santo” é uma sentença teologica, porém, teologicamente inadequada, na verdade, erronea. E tal pregador [trata-se, esclareço, de um caso real, presenciado por mim!] evitaria tal erro se manejasse corretamente a Teologia Sistemática! Com efeito, uma rápida consulta a obras de referencia, seria o suficiente para lhe informar que algumas vezes as Escrituras usam o fogo como ilustração para a obra do Espírito Santo. Em outras palavras, nem todo “fogo” bíblico, representa o Espírito Santo, ou sua obra!
Myer Pearlman, um dos mais conceituados e populares teologos pentecostais já publicados no Brasil, escreve “Deus achou por bem ilustrar com símbolos o que de outra maneira, devido a pobreza da linguagem humana, nunca poderiamos saber… (Isa. 4.4; Mat. 3.11; Luc. 3.16) o fogo ilustra a limpeza, a purificação, a intrepidez ardente, e o zelo produzido pela unão do Espírito. O Espírito é comparado ao fogo porque o fogo aquece, ilumina, espalha-se e purifica” (5).
O texto em questão (Lucas 12.49) fala do Espírito Santo, ou de uma ação de Deus, cuja intenção é aquecer, iluminar, ou purificar? Ou quem sabe, é objetivo do texto falar sobre limpeza, purificação, ou zelo espíritual? Não! O texto, a luz do contexto, fala dos possíveis problemas familiares causados pela conversão de um individuo a fé cristã. Nem mais, nem menos!
Tal pregador ensina o erro por não respeitar o sentido claro do contexto, e por usar inadequadamente as afirmações da Teologia Sistemática. Ele manipula, ainda que sem intenção, um e outro, comentendo erro de interpretação e de aplicação. E o que é ainda pior: conduz outros ao erro, pois trata-se de um pregador, um formador de opinião!
Mas, que tem haver o fato de este pregador subscrever a credo das Assembléias de Deus no Brasil? Tem, como demonstraremos, tudo haver. Segundo a confissão de fé das Assembleias de Deus, que neste particular, se alinha as demais confissões ortodoxas, em que momento foi o Espírito Santo dado a Igreja? Apenas, todos responderam, no dia de Pentecostes! Portanto, Jesus não pode, antes de Sua Morte, dizer que o nada mais deseja, pois o “fogo já está acesso”, como uma referencia ao ministério do Espírito Santo!
Ao ensinar o que ensinou naquele dia, tal pregador mutilou toda e qualquer Teologia Sistemática respeitável, e ainda passou por cima da confissão de fé de sua denominação; além, como já dissemos, do mais grave: desrespeitar o contexto da passagem, numa clara demonstração de pouco, ou nenhum, preparo para a tarefa da exegese.
O exemplo acima é um pouco complexo. Tenho agora em mente algo mais palpável; trata-se de um outro caso que também presenciei. Eis o que aconteceu: estava o pregador a falar sobre a necessidade do crente ser batizado com o Espírito Santo e, em dado momento, com grande emoção, ele sentencia:
“Se você naquele Grande Dia, não tiver este grande poder sobre a sua vida, será deixado neste mundo de pecado. Quer saber o motivo? É muito simples: o Espírito Santo é como o fogo, ele é com um combustível colocado dentro do crente, e na hora que Jesus voltar, só quem tiver este combustível vai poder subir aos céus!”.
Talvez possamos identificar duas ou três afirmações questionáveis nesta aplicação; contudo, quero me ater apenas aquela que fere toda e qualquer confissão de fé ortodoxa que conheçemos, e não pode ser sustentada apelando para qualquer Teologia Sistemática que se preze. Me refiro a confussão de tal pregador, em achar que quem não fala em línguas não possui o Espírito Santo de Deus! Tal absurdo não pode ser sustentado nem mesmo apelando para obras publicadas por sua denominação.
Diz a maior denominação pentecostal do Brasil: “Os pentecostais, ao insistirem que a experiencia de um batismo distintivo no Espírito Santo está a disposição dos crentes hoje, não estão sugerindo que os cristãos que não falam em outras línguas não têm o Espírito Santo… a pessoa tem o Espírito Santo habitando nela desde o momento da regeneração” (6). (grifos nossos)
Com efeito, ninguém será salvo ser possuir o Espírito Santo (Rom. 8.9); porém, nem mesmo a Teologia Pentecostal sustenta que não falar em outras línguas seja sinonimo de não ter o Espírito Santo. Portanto, meu querido pregador, todo cristão regenerado, falador ou não de outras linguas, terá combustível suficiente para ir aos céus – pois somos todos, desde o novo nascimento, templos do Espírito de Deus!
Creio que estes poucos exemplos, extraídos das Escrituras e de eventos atuais, servem para nos fazer compartilhar da afirmação de Martin Lloyd-Jones;
“Para mim, nada é mais importante para um pregador do que o fato que ele deveria estar de posse da teologia sistemática, conhecendo profundamente e estando bem arraigado nela… O emprego correto da teologia sistemática consiste em que, quando descobrimos alguma doutrina específica no texto selecionado, nós averiguamos e controlamos, assegurando-nos de que ela cabe dentro de todo esse corpo de doutrinas bíblicas que é vital e essencial.”. Para ler o pensamento na integra, acesse o link original, do Cinco Solas.
Se precisássemos parafrasear o que o autor esta dizendo, escreveriamos: quando pretendo pregar sobre um texto, é fundamental que eu o leia, o interprete, e busque aplicá-lo no contexto atual da Igreja (e da minha própria vida). Quando faço isso, estou extraindo doutrinas e princípios do texto. Mas, será que tais doutrinas ferem a ortodoxia bíblica? Será que não estou criando um heresia sem pé-nem-cabeça? Existe um meio comumente eficaz para se descobrir a respota: conhecer Teologia Sistemática!
Notas:
(1) Teologia Básica; Charles C. Ryle; traduzido livremente do espanhol.
(2) In Defense of Theology; Gordon H. Clark; citado em ‘Justificação da Teologia como disciplina intelectual’, de Robert L. Reymond; publicado no Brasil pelo portal www.monergismo.com
(3) Teologia Básica; Charles C. Ryle.
(4) Não me refiro especificamente a um pregador pentecostal-clássico; pois é possível ser assembleiano, e não adotar a doutrina pentecostal clássica, e ainda assim subscrever a confissão de fé das Assembleias de Deus no Brasil, conhecida como “Cremos”. Pessoalmente, o único ponto do Cremos que não subscrevo é o Artigo 11, que estabelece o dispensacionalismo como dogma de fé.
(5) Conhecendo as Doutrinas da Bíblia; Myer Pearlman; pg. 183; Editora Vida.
(6) Teologia Sistemática; Autores Diversos; pg. 454; CPAD.
Fonte: [ Olhar reformado ]




