DENÚNCIA : PASTOR MARCO FELICIANO - VEJA A FARSA




Deus não divide sua glória com ninguém. Por isso, é de vital importância estar com ele, e ligados a Ele em adoração. Todo esse desenfreado aparato dado pelos idolatras à suas imagens são nada mais do que superstições, diz Calvino. Deus é quem se dá por conhecido. E, isso vem através de sua lei, a qual dava as regras para a adoração do povo. A lei também revela Deus como único legislador. O objetivo da lei então era de fazer com que o povo trilhasse nos caminhos de Deus, e não desviasse seus passos a um culto corrupto. A vã sutileza dos pagãos, em diferenciar os termos latria (honra a Deus) e dulia (serviço às imagens) não amenizou em nada os pecados de tais cães depravados. Ainda que eles possam dizer que não é a mesma coisa, no final das contas é. Calvino diz que, Paulo se refere à antiga maneira de proceder dos gálatas com dulia. Se for um simples serviço, por que o condenou Paulo? E se atitude tomada por João ao se prostrar diante do anjo, não fosse um atentado contra a divindade de Deus, por que o anjo não o aprovou? Enfim, Deus não se deixar compartilhar mesmo com nada, muito menos artífices feito pelos homens.

Via: TEOLOGIA CALVINISTA



Já a muito tempo temos um Cavalo de Tróia Dentro da Igreja.

Muitos não querem reconhecer o que Jesus, Paulo e os demais escritores bíblicos já haviam dito, que se me permitem traduzir do meu jeito: “Vigiai, o inimigo é astuto e entrará no meio de vós como aconteceu na guerra de Tróia”. (Existe algo belo dentro da Igreja que o inimigo quer pegar a todo custo, o que será?)

Muitos estão fazendo festas, congressos, shows, inclusive nesse exato momento vejo uma propaganda para que se pague cerca de 10,00 reais para entrar em um hotel com um grupo de pessoas que oram, isto é, vão se reunir para orar e o ‘investimento’ é de dez reais por pessoa; bom em meu quarto, graças a Deus, oro e não pago nada, é maravilhoso e com grandes efeitos pelo poder do nome de Jesus, na igreja com meus irmãos também há 3 reuniões diárias e é tudo de graça.

Muitos não conseguem reconhecer o Cavalo de Tróia que penetrou na Igreja e em suas próprias fileiras e as está seduzindo por dentro.

É muito estranho que a maioria dos líderes cristãos atuais que, corretamente, denunciam veementemente muitos outros males, pouco ou nada estão dizendo sobre o reavivamento da feitiçaria, do paganismo que está varrendo tanto o mundo secular quanto a Igreja.

Em muitos casos, esta omissão reflete uma falta de per­cepção, ou pura ingenuidade; em outros casos, reflete uma falta de disposição em admitir seu próprio envolvimento.

Por que is­so acontece?

Porque a maioria dos crentes está tão desinforma-da sobre o ocultismo que não são capazes de reconhecê-lo a não ser em suas formas mais chocantes. (Será que precisa ser tão chocante?)

Além disso, poucos crentes parecem entender as passagens bíblicas que proíbem as práticas ocultistas e supersticiosas, de modo que não conseguem identificar a feitiçaria e o ocultismo com base nelas.

Nos poucos ‘conservadores ortodoxos’ que existem, estamos os vendo se dobrarem a baal, isso mesmo ,presenciamos o fato consternador de que não só os ‘liberais’, mas também os conservadores estão sendo seduzi­dos em número impressionante.

A proporção em que crenças anti-cristãs e até mesmo ocultistas têm sido integradas ao cristianismo nos últimos tempos é assustadora, e essa tendência se acelera hoje em um ritmo alarmante. Claro, são as “contrações” das dores de parto, perto está o dia.

A isca do anzol pagão sempre foi a promessa de divindade feita a Eva pela Serpente. (Haja divindades....)

A tentativa de dar realidade a esta di­vinização envolveu a humanidade em inúmeras formas de ocul­tismo ao longo de sua história.

Uma palavra que é usada fre­quentemente para abranger todas as práticas pagãs/ocultistas é "feitiçaria". Um cristianismo feiticeiro ou a feitiçaria cristianizada, agora fiquei na dúvida, rsrs, a repaganização é tão forte que não se percebe, é arte do diabo o ‘enganador’ e isso ele sabe fazer muito bem, é doutor nessa área.

Homens (?), divinizados por eles mesmos e pelos outros homens estão entrando em um Cavalo de Tróia (já entraram?) dentro da igreja (local, hummm) manipulando a realidade interna, externa, passada, presente e futura com técnicas variadas de exercer poder mental sobre a matéria, e isso, num espectro que vai da alquimia, da astrologia ao pensamento da possibilidade.

Os malditos entram com seus cavalos abarrotados de pestes perniciosas como ioga, músicas sem conteúdos bíblicos, parapsicologia, dramatização, sugestologia (poder da mente) ......

O que temos visto e com discernimento vemos, as chamadas “operações do Espírito” são manipulações baratas, de uns palhaços que vivem a saracotear no pulpito (palco?) porém 'operações troianas' fortes, e que a cata de sucesso financeiro e poder de divindade, esses 'pastores ocultistas' invadem a cidade (arraial evangélico) com a maldição da feitiçaria em forma de aprovação divina.

Nesse caso o sucesso e a auto-estima tornaram-se tão importantes na Igreja que parecem ter ofuscado tudo o mais, é por isso que vemos a grande aceitação desse “evangelho do sucesso”. Um "Outro evangelho" anematizado por Paulo.

Infelizmente para essa gente, Jesus não veio ao mundo "para salvar os pecadores" (1Tm 1.15), apesar de o próprio Cristo ter dito que veio para “chamar... pecadores ao arrependimento” (Lc 5.32).

Infelizmente bereianos, a feitiçaria, o paganismo, as superstições está a todo vapor no mundo e entrando na igreja, joio semeado enquanto os Filhos do Reino dormem, o “Cavalo de Tróia” está entrando (está dentro?) porque muitos deixaram de "pregar a Palavra a tempo e fora de tempo" abriram-lhes as portas. E como um Mineiro de Três Corações me lembro: "Porteira que passa um boi (cavalo?), passa uma boiada", rsrs, e que boiada, em cada esquina, a cada dia vemos um novo curral de ovelhas (vacas?), para chamá-las já existem os experts em shofar (berrante), e ao som desse shofar (berrante) as ovelhas são tradadas como verdadeiras vacas a comer o amaldiçoado capim da feitiçaria, macumbaria, supertições baratas e nocivas a alma, me desculpem, é que as vezes fico indignado quando penso nessa 'laia' de supostos pastores(as), apóstolos(as), shofarzeiros e tudo que o diabo fornece como ferramentas para esses malditos troianos; mas que se arrependerem há ainda solução e oro a Deus para que isso aconteça rápido.

Sim, aí vem o cavalo sob a forma de técnicas de motivação, feitiçaria e sucesso, de atitude mental positiva e das mais recentes psicoterapias ‘batizadas’ com terminologia crstã.

A guerra de Tróia descrita com detalhe na apenas na 'Eneida' com seu lendário cavalo idealizado por Odisseu e construído por Epeu e que durou dez anos, essa "guerra de Tróia" agora durará até aquele Grande Dia.

Bom, presentes de gregos é o que não faltam por aí, a começar com o Ecumenismo.

Só nos resta agora é dizer:

“Senhor, não nos deixes cair em tentação mas livra-nos do mal, amém!

"Filhinhos, guardai-vos dos ídolos".

Bereiano.
Fonte: [ Bereiano ]

Por: Brian Schwertley

Tristemente, o conceito bíblico de liberdade de consciência tem sido freqüentemente mal-entendido, negligenciado ou simplesmente deixado de lado, durante toda a história da igreja. Os judeus farisaicos nos dias de Cristo inventaram todas as sortes de regras e regulamentos que não tinham base alguma, seja qual fosse, na Palavra de Deus. Suas leis arbitrárias eram tolas e opressivas. “Por exemplo, eles criaram regras sobre quais pratos deveriam ser lavados em água corrente e quais pratos deveriam ser lavados em água parada”. [1] Eles criaram regras de quantos passos poderiam ser dados no Sábado. Eles requeiram toda sorte de rituais de lavar mãos, umbrais e pratos. Eles criaram regras com respeito a onde lavar pratos que tinham carne e pratos que tinham produtos de leite. O Talmude contém muitos de tais regulamentos.

A perversão farisaica da ética e da adoração, com regulamentos feitos por homens, também corrompeu sua teologia. Eles abandonaram o Sola Scriptura (cf. Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:5-6; Josué 1:7-8) e desenvolveram a idéia de uma tradição não escrita autoritária, que funcionava como uma autoridade co-igual à revelação escrita. (Eles criam que quando Moisés recebeu a revelação escrita no Monte Sinai, ele também recebeu uma revelação não-escrita [oral] muito longa. Esta revelação oral foi então supostamente passada para Josué, os setenta anciãos, os profetas e aos grandes professores rabinos, de geração em geração, até que foi escrita no Talmude.) Esta suposta autoridade co-igual foi usada para interpretar a revelação escrita e, então, tornou-se mais importante para os judeus do que a própria Bíblia. Suas tradições subvertiam (i.e., faziam nulas e vazias) o ensino da Escritura e eram usadas como uma ferramenta para manipular e oprimir o povo. Portanto, Jesus disse aos fariseus, “Por que vós também transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição?” (Mateus 15:3); e, “E em vão eles Me adoram, ensinando como doutrinas os mandamentos de homens” (Mateus 15:9).

Os sacerdotes católicos romanos também negam a liberdade ao povo, impondo toda sorte de inovações humanas na adoração, bem como uma multidão de regras e regulamentos feitos por homens. As seguintes doutrinas e práticas romanistas não podem ser provadas a partir da Bíblia: o sinal da cruz; o sacrifício da Missa; o celibato do sacerdócio; confissão ao sacerdote; a imaculada concepção e virgindade perpétua de Maria; oração e adoração à Maria e aos santos, relíquias e lugares especiais; jejum antes da Missa; peregrinações; monges e monastérios; freiras e conventos; o papado; a hierarquia de Cardeais, arcebispos e bispos; transubstanciação; justificação por uma justiça infundida; purgatório; indulgências; regeneração batismal; o uso de crucifixos, estátuas, imagens de Cristo e outros ídolos na adoração; a suposta santidade das catedrais sagradas; as vestes sacerdotais; o uso religioso de incenso; o calendário litúrgico; o uso religioso de coral e instrumento de música; a celebração do Natal; água santa; genuflectir diante do crucifixo; ajoelhar para receber a hóstia; extrema unção; todos os sacramentos, exceto o batismo e a Ceia do Senhor; o ritual de exorcismo; a infabilidade papal; a lei cânone; a colocação dos livros apócrifos no cânon da Escritura e muitas outras coisas semelhantes.

Como os fariseus antes deles, os romanistas justificam suas tradições humanas, suas adições não-autorizadas à Bíblia, apresentando uma segunda fonte de autoridade ao lado da Escritura. O Concílio de Trento diz: “Vendo claramente que esta verdade e disciplina estão contidas nos livros escritos, e nas tradições não escritas” (4th Sess.; 1546; veja também o Segundo Concílio do Vaticano, Dei Verbum, 8; 1962-1965; e O Catecismo da Igreja Católica Romana [New York: Doubleday, 1994], p. 31). Em ambos, judaísmo e romanismo, a tradição humana como uma fonte de autoridade tem sido usada para tornar o ensino da Escritura nulo e vazio. Portanto, ambas as religiões são apostatas, heréticas, supersticiosas e demoníacas.

Anglicanos e Luteranos também impõem muitas tradições humanas sobre o povo, sem autorização bíblica. A razão da existência de práticas de adoração feitas por homens nestas igrejas é que ambas dão ao clero, através de seus credos, autoridade autônoma para decretar ritos e cerimônias (por exemplo, veja os artigos 20º e 34º nos 39 artigos da igreja da Inglaterra; lei também o Artigo 7, Da Igreja na Confissão de Augsburgo e Artigo 10, Das Cerimônias Eclesiásticas na Fórmula de Concordância). Tal autoridade dá à liderança poder arbitrário sobre outros homens e, então, tem levado e sempre levará à tirania eclesiástica. Além do mais, quando homens participam nestas práticas inventadas, humanísticas, eles não estão honrando a Deus, que nunca planejou tais coisas (João 7:31; cf. Deuteronômio 12:32), mas, antes, estão prestando uma homenagem religiosa ao homem. A Bíblia chama tais rituais de adoração voluntária (Colossenses 2:23 AV) e adoração vã (Mateus 15:9). Os rituais feitos por homens, o papado, as superstições medievais e todas as invenções humanas, diz Paulo, não levam à santificação (Colossenses 2:23; cf. João 17:17).

Esta cobiça pecaminosa por poder autônomo na adoração e controle humanista arbitrário sobre outros homens, não é limitado às igrejas ritualísticas. Os evangélicos modernos também amam roubar dos homens a liberdade que eles têm, em Cristo, de serem presos à adoração, regras e regulamentos feitos por homens. Todo o movimento moderno de crescimento de igreja é baseado na idéia de que os homens podem manipular as ordenanças e o conteúdo do serviço de adoração à vontade, para agradar os que não são membros de igreja. Assim, se jogos, paródias, comédias, cerimônias de Natal, vídeos de rock, solistas musicais e sermões com estilo pop-psicológico trazem pessoas para a igreja, então, sem dúvida a adoração bíblica deve ser posta de lado. A fonte de autoridade em tal esquema não é a Bíblia somente, mas a “Bíblia um pouco” ou as “Escrituras não totalmente”, mais idéias autônomas de homens pecaminosos. Tal adoração, em princípio, não é diferente do ritualismo de Roma. Ambas as igrejas dão aos oficiais uma autoridade independente das Escrituras. Ambas fluem de uma filosofia humana de pragmatismo (i.e., tudo o que pensarmos que funcionará, deve ser feito). Ambas formas de adoração são sincretistas. Isto é, ambas são combinações de Cristianismo com paganismo. O Catolicismo Romano foi forjado na atmosfera sincretista da idade média e, portanto, é cheio de misticismo e parafernálias que impressionaram os camponeses iletrados do século XIV. O evangelicalismo moderno foi largamente forjado na cultura americana contemporânea, onde sucesso, pragmatismo, divertimento, grandeza e estupidez são rei. Dessa forma, a adoração evangélica dos dias atuais freqüentemente tem mais em comum com o show do Johnny Carson ou com um concerto de rock, do que com a adoração autorizada por Deus na Bíblia. Ambas as igrejas são humanistas, pois ambas rendem homenagem ao homem (i.e., sabedoria do homem, invenções do homem, artifícios do homem, imaginação do homem) na adoração, antes do que somente a Deus. Ambas levam à corrupção da doutrina bíblica. A adoração católica romana do homem está intimamente relacionada com o seu esquema satânico de salvação pela fé mais obras ou méritos humanos. A adoração voluntária dos evangélicos está também intimamente relacionada ao seu entendimento sinergístico (livre-arbítrio) de salvação.

O padrão bíblico e histórico é totalmente claro. A autonomia e o caos litúrgico levam ou estão relacionados com o caos doutrinário e ético. Se os homens pensam que eles podem arbitrariamente adicionar ou diminuir algo da adoração que Deus institui em Sua palavra, porque eles gostam de suas próprias invenções ou querem agradar cristãos nominais e incrédulos, então, por que não mudar a doutrina também? Este cenário já tem aconteceu em certo grau nas principais denominações protestantes liberais, que aderiram a diferentes doutrinas em cada década, dependendo do que o último filósofo secular ou a última moda teológica disse. Declínios sérios similares também são comuns entre os evangélicos onde o aconselhamento, ensino e pregação são saturados com psicologia-pop, auto-estima tola, modelos de liderança de negócios, teorias sociológicas de crescimento de igreja, auto-adoração hedonista influenciada pelo lixo de Hollywood e entretenimento grosseiro.

As igrejas reformadas também, certamente, não são imunes de violar a liberdade Cristã. Muitos têm sido influenciados pelas visões sacramentalistas de adoração (por exemplo, David Chilton, James Jordon, Steve Wilkins) e têm abraçado o calendário litúrgico, a idéia de lugares de adoração santos e especiais, como catedrais, o uso do sinal da cruz, a pedo-comunhão e assim por diante. Tais pessoas odeiam o principio regulador de culto, porque ele limita severamente a capacidade deles de imporem suas invenções humanas sobre outros crentes. Um número de crentes professamente Reformados tem voltado à igreja apóstata papal e à igreja Ortodoxa Oriental pelos escritos e influência destes professores heterodoxos perigosos.

Outros líderes e pastores “Reformados” (por exemplo, John Frame) têm abraçado a assim chamada adoração celebrativa Arminiana-Carismática. Muitos homens que advogam as novas formas de adoração e conteúdo não rejeitam abertamente o Sola Scriptura na esfera da adoração, eles meramente o redefinem para deixá-lo sem sentido.

Intrusões não autorizadas afetam, não somente a adoração, mas também o governo da igreja. Muitos pastores evangélicos e até mesmo um numero de pastores e presbíteros Reformados governam a igreja como se eles tivessem uma autoridade arbitrária que é independente da Escritura. Portanto, denominações criam toda sorte de organizações burocráticas não autorizadas, que não têm nenhuma relação com a Escritura, seja qual for: presbitérios de mulheres; grupos e pastores jovens; comunidades missionárias de mulheres; organizações de Escola Dominical; programa de lideres congregacionais; conselho de missões e assim por diante. Freqüentemente a participação em tais grupos é uma obrigação, seja explícita ou implícita. Em outras palavras, é posta pressão sobre as pessoas para se conformarem às coisas não ensinadas ou autorizadas pela Escrituras. Tais organizações e a pressão para suportá-las é claramente uma violação da liberdade Cristã. As pessoas tem sido até mesmo perseguidas por não colocarem suas crianças no assim chamado grupo jovem, embora grupos de jovens sejam uma inovação muito recente na história da igreja. Além do mais, é totalmente comum hoje ver sessões presbiterianas conservadores, presbitérios e sínodos basearem decisões disciplinares sob a base do pragmatismo, ao invés da justiça bíblica. Em outras palavras, os homens basearão sua decisão não diretamente sobre os princípios bíblicos, mas sobre o que eles pensam ser o melhor para a igreja. Dessa forma, as pessoas estão negando a justiça bíblica em nome da paz, ou compaixão, ou amor, bondade, ou crescimento da igreja, ou dinheiro.

Autor: Brian Schwertley
Fonte: [ Fé reformada ]


Adoração a Marca de uma Igreja Saudável


Por: Rubens Muzio

A igreja é uma comunidade escolhida e chamada para adorar a Deus. Em Apocalipse 4:9-12, os vinte e quatro anciãos "se prostram diante daquele que está assentado no trono e adoram aquele que vive para todo o sempre. Eles lançam as suas coroas diante do trono, e dizem: 'Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a gloria, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas'". A palavra grega empregada em Apocalipse 4 é proskuneo e denota o ato de inclinar-se ou prostrar-se em inferioridade, submissão e profunda reverência. A Igreja, enquanto estiver aqui na terra, é chamada por Deus a adorá-Lo, a unir-se aos anjos e aos santos na festa gloriosa (Hb 12:22-29).

Isso segue sua rica e vasta herança judaica. Lembremos que Moisés havia pedido ao faraó que liberasse o povo para que eles pudessem adorar ao seu Deus (Ex 5:1). É importante que esta ligação entre o Israel histórico e o novo Israel (igreja) de Deus seja estabelecida. Robert L. Saucy escreve:

Adoração é central na existência da igreja. As palavras do apóstolo Paulo de que Deus escolheu e predestinou como filhos, por meio de Jesus Cristo, "para o louvor da glória de sua graça (Ef 1:4-6), sugerem que o propósito último da igreja seja a adoração daquele que a chamou à existência. Pedro, da mesma forma, chama a igreja de sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo" (1Pe 2.5). Esta adoração envolve proclamação das "grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2.9) (Saucy, ano, pág).


Mas o que significa adorar?
Recentemente, a adoração tem sido reduzida simplesmente a um período de hinos ou cânticos. Encontramos impressos nos programas de igrejas, por exemplo: Adoração (25 minutos – cânticos espirituais, coreografias, bandas), anúncios, a mensagem, etc. Uma das melhores definições encontra-se nos escritos de William Temple. "Adoração é uma consciência clara de sua santidade, nutrição da mente pela sua verdade, purificação da imaginação pela sua beleza, abertura do coração ao seu amor e submissão da vontade ao seu propósito. Toda esta junção acima da adoração é a maior das expressões de qual somos capazes" (William Temple, ano e pág). O que mais me impressiona nela é sua integralidade, sua totalidade. Na sua conversa com a mulher ao lado do poço, Jesus falou do dia em que a adoração não seria mais em um lugar específico com todos os seus rituais, mas seria realizada "em espírito e em verdade" (Jo 4:24). Adoração toca e transforma nosso relacionamento com Deus de forma integral, em suas várias dimensões: pensamentos, sentimentos, inclinações do coração, escolhas, vontade, e desejos. É submissão de toda a nossa natureza, de toda a nossa essência a Deus. A adoração exige um compromisso de fé e de total entrega de si mesmo para Deus.

Martinho Lutero disse de maneira tão simples que o propósito definitivo do louvor é que o povo "se reúna para ouvir e discutir a Palavra de Deus e então louve a Deus com canções e orações". Assim, a adoração é uma dualidade: revelação e resposta (White, 2000, p. 23). Clowney identifica três marcas da verdadeira adoração: "pregação", "oração" e "cântico" (Cloney, p. 129 – 136). Uma adoração significativa inclui a pregação da Palavra, oração – individual e coletiva - canções de louvor e adoração e a entrega de dízimos e ofertas. As Escrituras não dão uma definição exata de adoração, mas o significado pode ser determinado a partir dos termos empregados e de passagens que descrevem seu caráter. Na verdade, a essência da adoração pode ser resumida como "a entrega completa de si mesmo a Deus nas ações e atitudes da vida" (Rm 12:1,2). Irineu nos diz que "a glória de Deus é um ser humano completamente vivo. Nada glorifica Deus mais do que uma pessoa santificada; nada é mais eficiente para tornar uma pessoa santa do que o desejo de adorar a Deus" (Whyte, 2000, p. 24).

Entretanto, a adoração vem de Deus e retorna para Ele. A sua glória, amor e beleza levam Seu povo a dar-Lhe louvor. "Os céus declaram a glória de Deus" (Sl 19:1). Em adoração, entramos conscientemente na presença do Santo e Poderoso Deus. Ele e somente Ele é o único objeto da nossa adoração. Os serafins declaravam "Santo, santo, santo é o Senhor todo-poderoso", com asas cobrindo as suas faces (Is 6:1-3). Ele proíbe o seu povo de adorar ídolos (Dt 4:23-24) porque os adoradores de ídolos fazem todo o tipo de coisas repugnantes que o Senhor odeia, como queimar seus filhos e filhas no fogo em sacrifícios aos seus deuses. Apliquem-se a fazer tudo o que eu os ordeno; não acrescentem nem tirem coisa alguma (Dt 12:30-32), escreveu Moisés. Adoração começa com temor e reverência por parte do adorador por causa de quem Deus realmente é! Só Ele é digno. Ele é santo. Ele está presente na adoração, que começa com a contrição do coração antes de explodir em louvor. Durante a adoração, o foco é a nossa colocação diante da presença do Deus Santo. Temos uma visão da santidade de Deus e somos capacitados a ver o mundo através dos Seus olhos e a sentir compaixão pela humanidade decaída. Nossas posições e posses, ações e realizações não importam. Formas e estilos tornam-se secundários. Na adoração, é necessário haver formas equilibradas, porque Deus é o Deus da ordem e da liberdade, pois onde está o Espírito, ali há liberdade. Quanto à forma, é possível ser tão inflexível que a adoração se torne insípida. Quanto à liberdade, é possível haver confusão. Tanto a forma quanto a liberdade estão sujeitas à verdade de Deus.

Devido às particularidades das culturas e às preferências humanas, os padrões de adoração irão variar. A igreja não deve cair na armadilha da uniformidade. Ela deve permitir liberdade de espírito e mutualidade de respeito no que se refere à adoração. No entanto, ela também deve evitar as tendências narcisistas, intimistas, subjetivas e a horizontalização. Numa época da igreja eletrônica, shows da fé, coreografias high tech, modelos judaizantes, unções criativas de animais, forte entusiasmo e cânticos centrados no eu, devemos lembrar que a Confissão de Westminster oferece um bom princípio, especificamente para a adoração:

O modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo, e é limitado pela sua própria vontade, que ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções do homem, ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível, ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras (Confissão de Fé de Westminster, XXI.1.).

Na adoração, o povo de Deus declara a sua própria história sagrada. Através da adoração os cristãos vivem a sua história sagrada e comemoram os eventos de salvação na história. Nestes momentos, "o próprio Cristo está presente e atua através da igreja, a sua eclesia, enquanto ela atua com ele" (Whyte, 2000, p. 25). O que Cristo fez no passado "é dado novamente ao adorador para que ele experimente e se aproprie disto no presente. É uma forma de se viver com o Senhor. A igreja apresenta o que Cristo fez através da revivificação que a congregação adoradora faz destes eventos." (Whyte, 2000, p. 25). Ao fazer assim, a igreja preserva a história de Deus e a coloca na memória da próxima geração. Através da adoração, indivíduos são moldados e tomam a forma de um determinado povo – o povo do reino – que é chamado e equipado para manifestar a vida dentro da esfera do governo gracioso e libertador de Deus.

A Bíblia diz que o povo não deve se apresentar diante de Deus com suas mãos vazias. Eles devem ofertar do seu tempo – naquele que é o primeiro dia da semana. Jesus "no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume" (Lc 4:16). O contexto sugere que "ele participava da adoração ali" (Kuiper, p. 346). O escritor de Hebreus advertia os seus leitores a que não deixassem de reunir-se em assembléia (Hb 10:25). Os cristãos devem ofertar de suas energias, tempo, dons, talentos, etc. O povo é chamado para celebrar a Deus e a sua nova vida Nele. Eles devem relembrar com gratidão que é Deus quem concede todas as coisas das quais desfrutam. Como povo de Deus, eles são parceiros de Deus na execução da Sua missão no mundo. Os crentes devem ofertar dos seus talentos, o seu melhor para o Senhor.

Fonte: Sepal


Show Gospel


No palco, o cantor de rap se esgoela: Vocês estão sentindo a presença de Deus? Então, digam amém!!. Ao meu lado, um casal de namorados (espero) desmentindo a mais famosa lei da física, além da presença de Deus, deve está sentindo outra coisa mais concreta. Este é o grande impasse da industria gospel: é show ou é louvor? É diversão ou é adoração? E uma atividade espiritual ou carnal? São compatíveis ou antagônicas? Poderiam ser simultâneas e harmônicas ou simultâneas e contraditórias?

Didaticamente, vamos tematizar estas possibilidades dentro das seguintes hipóteses: l. Não é diversão, é adoração; 2. Não é adoração, é diversão; 3. Teologia do igual mas separado ou junto mais diferente.

1. Não é diversão, é adoração.

Louvor pode muito bem ser sintetizado em alegria. Quem disse que louvor precisa ser chato, sombrio e sorumbático? Essa é a idéia da teologia carrancuda medieval, basta lembrar que, neste período, o riso era creditado como atividade de satanás. Louvor é a expressão da felicidade. Da felicidade não apenas física, passageira, temporal, mas plena. Ora, se posso – e devo – adorar a Deus com meu dinheiro, meus bens, meus dons, minha casa, enfim, minha vida, por que, então, não poderia adorá-lo com minha felicidade? Daí, que um show (pode-se questionar o termo, mas esse não é o momento da uma avaliação lingüística) além da possibilidade de louvar a Deus com minha voz, posso fazê-lo também com pescoço, braços, mãos, pernas, pés – enfim, com o corpo em sua totalidade. Aliás, o próprio espaço físico, antes ou depois usado para outros fins, neste momento se transforma em espaço sacro. Nisso, inclusive, estão todas as demandas acústicas, sonoras, estéticas, logísticas e, por que não, econômicas. Tudo, sem excluir nenhum aspecto, pode ser usado para a glória de Deus. Portanto, mesmo com a possibilidade de que em algum momento o show pareça apenas diversão, não é diversão, pois, a alegria é também para glória de Deus.

Ora, há quinhentos anos também não se podia combinar louvor com trabalho, mas Lutero e cia subverteram isso. A teologia reformada abençoa o trabalho – sim, o trabalho físico – do carpinteiro, ferreiro, soldado, tanto quanto o exercício litúrgico, sóbrio, compenetrado e sacro de um sacerdote diante de Deus. Não existe uma atividade presunçosamente espiritual, mais sagrada que outra, mas todas – todas mesmos – atividades devem ser feitas para a glória de Deus.

2. Não é adoração, é diversão.

Deus é espírito e sua adoração deve transcender ao tempo e ao espaço. Dançar, pular, bater palmas, assobiar, gritar, tudo isso se reporta a atividades do corpo dentro de uma espacialidade e uma temporalidade determinado. Deus não está limitado, o louvor, portanto, transcende a tudo isso.

Show diz respeito a um grupo em busca de recursos financeiros e diversos outros em busca de entretenimento. Junta-se, então, estas diferentes demandas, dá-se uma lubrificada gospel neste arremedo de culto, com algumas frases chavões, manifesta-se alguns chiliques espirituolóides e a galera se esbalda no trenzinho, na paquera, na dança, e, na falta de outro nome, chama-se isso de louvor!

Louvor nasce na quietude da alma reconhecendo sua finitude diante majestade e santidade de Deus; passa fundamentalmente por uma postura de arrependimento de pecados, confissão e quietude. Como, então, isso seria possível em um ambiente barulhento, cheios de refletores e com canhões de luz, estroboscópios, pessoas entrando e saindo, bebendo refrigerantes, dando gargalhadas, apreciando o visual incrementado uns dos outros e, sobretudo dançando, dançando muito. Isto pode ser diversão, entretenimento, hobby, atividade lúdica ou, dirão alguns, carnalidade, menos adoração.

3. Teologia do igual mais separado, junto mais diferente. Ou o samba do teólogo doido.

A despeito das posições anteriores antagônicas, simplistas e radicais poderia existir uma posição intermediária? Uma tentativa de conciliação entre adoração e diversão, dando uma seriedade na última e um pouco de leveza na primeira? Seria possível relativisar os pontos anteriores e conseguir um meio termo? Talvez. Quem quiser que tente. Mas, ao meu ver, ao se tentar fazer as duas coisas simultaneamente, conseguiu-se uma proeza: errar nas duas.

Simples, ao adorar se divertindo ou se divertir louvando, se piorou ambas. Faz-se um louvor avacalhado e uma diversão encabulada; um louvor artificial e uma diversão culpada. A dita adoração é comercial, pasteurizada, genérica e repetitiva do tipo: diga aleluia, bata palma para Jesus, dê um sorriso para seu vizinho, cumprimente o da esquerda, enfim, clichê. E é bom gritar desde o primeiro momento, pois o doublé de levita (sic) no palco, vai insistir perguntando se você está sentindo a presença de Deus. E você, compulsoriamente, terá de sentir, afinal, pagou o ingresso pra quê?

Adoração tem seu espaço, mas diversão também. Mas não precisamos viver patologicamente nessa ânsia de “louvar” em todas as atividades, pois devemos realizá-las naturalmente, como seres humanos normais, sem o ranço da religiosidade, até porque os propalados “louvorsões” são apenas exercício religioso mal feito para muitos, e lucro para poucos. Aliás, proliferou em nossa época uma imoralíssima indústria da “adora$ão”. O slogan é “uma geração de adoradores está nascendo”, e eu acrescento, uma geração de adoradores ávida por consumir. Afinal, se chegou ao cúmulo do cinismo em se produzir um cd com “As mais ungidas”. São mais ungidas por que vendem mais, ou vendem mais por que são mais ungidas? E, nós evangélicos, ainda temos o desplante de criticar a Igreja Católica por vender indulgências e os cultos afro por cobrarem por suas oferendas. O critério valorativo da industria do louvor é a caixa registradora.

A industria gospel tem vergonha de se assumir como entretenimento, daí a necessidade dessa pasteurizada na adoração. Por que crentes não podem se reunir para se divertir? Realizar reuniões simplesmente para conversar, brincar, desfrutar da leveza da vida? Ludicamente ouvir, ver, sentir, cheirar e comer sem culpa? Louvar a Deus pela vida sem chavões, esquemas, modelos, liturgias, obrigações, ranços. Maldosamente eu diria que o mercado gospel precisa dessa camuflagem para poder vender seus produtos para um curral domesticado. Vendendo o troço como “louvor” pode-se fazer um trabalho amador, cobrar qualquer preço, produzir qualquer ruindade, enfiar na goela da massa qualquer som, afinal basta uma letrinha falando de Jesus.

Convidado para uma festa de casamento, uma atividade pouco espiritual, Jesus não ficou neuroticamente procurando espiritualizar a falta de vinho, simplesmente foi lá e produziu mais. Ele não deveria ter usado seu tempo e seus dons apenas para louvor a Deus? Entre estragar a festa com a compulsória culpa religiosa, Jesus preferiu mais festa.

Em um show recente em SP aconteceu o seguinte: horário da programação 20 horas, a atração do show entrou no palco mais de 23 horas, som com problemas, anúncios mil, um revezamento de grupos e cantores para enrolação do público com imensos intervalos com vídeos clips. Além da aporrinhação forçosa dos cantores em exigirem que o público sentisse a presença de Deus, depois de horas de show-embromação, mais de uma hora de chuva no lado de fora, casa lotadíssima ainda com horário de encerramento do metrô se aproximando. Mas era para louvor de Deus – e benefício da conta dos produtores!

Enfim, não é louvor por causa da irreverência domesticada, da avacalhação festiva, da espiritualidade forçada, da artificialidade litúrgica, da sensualidade subjacente, mas também não é diversão por causa da pobreza amadora, da bandalheira irresponsável, da estética brega, do falso moralismo culposo. Não consegue agradar a Deus nem aos consumidores.

Então é uma espécie de vela para Deus e outra para o diabo? Não, neste caso, ambas as velas estavam apagadas.

Autor: Gedeon Freire de Alencar - Diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos, mestre em ciência da religião e autor do livro “Protestantismo Tupiniquim. Hipóteses sobre a (não) contribuição protestante à cultura brasileira”, Ed. Arte Editorial.

Fonte: [ Jesus nunca foi gospel ]
Via: [ Ministério Batista Beréia ]



No capítulo do livro, “Por Trás das Bênçãos e Maldições”, o Bispo Rodovalho descreve os quatro tipos de espíritos malignos que atacam ao homem quando está em algum tipo de brecha na área das finanças. Veja:

1) Cortador: Este era aquele que tinha o poder para cortar. Quando o brotinho nascesse, logo seria cortado. Começa a fazer um negócio, vem alguém e desmancha. Inicia uma empresa lucrativa e aí vem os prejuízos e tem que fechar. Começa a ter esperança no trabalho, logo vem um chefe que se indispõe e manda embora. É o espírito de gafanhoto cortador que está liberado contra a pessoa.

2) Migrador: Este é um demônio que migra, muda, não fica em lugar fixo. Ele opera em um período, depois ele volta. Um ano depois, volta novamente. Ele migra até de família em família, região em região. Você já percebeu que de vez em quando começam os acidentes de carro? Sabe o que é isso? São os espíritos migradores. Fazem danos em uma casa trazendo acidentes e perdas financeiras, logo depois aquele espírito de tormenta vai perseguir outra família, outra casa.

3) Devorador: Este tem o poder para cortar mais fundo que o migrador. Ele devora, come velozmente, arranca as cascas e o cerne das plantações deixando apenas a raiz, às vezes deixando só o tronco morto ou semimorto. O devorador toca não apenas nos bens da pessoa, mas no casamento, nas emoções. Delibilita a própria saúde, o próprio equilíbrio que aquela pessoa possuía.

4) Destruidor: Este tem o poder para tirar a vida da planta. Ataca a raiz. As pessoas que se suicidam, muitas delas o receberam. Começa com a perda financeira. Vai envolvendo-se em negócios inescrupulosos, tormentos, até que perde tudo o que possui. O espírito do gafanhoto destruidor arrasa completamente os bens, a felicidade, a saúde e a própria vida da pessoa, matando-a.

Fonte: [ Site da SNT ]

Não consigo entender de onde vem tanto misticismo nos ensinamentos do Sr. Rodovalho. Ele poderia ser menos místico e mais bíblico.

Caro leitor, não se apavore, não caia neste engano anti-bíblico! Esta analogia feita sobre os gafanhotos é pura invencionisse. Uma alegoria mística sem nenhum fundamento exegético, um verdadeiro terrorismo manipulador em detrimento da liberdade que o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo nos proporciona. Afinal, com medo do tal "demônio devorador", muitas pessoas são aprisionadas a este falso ensinamento de que, se não "devolver" o dízimo, tal demônio irá consumir toda a sua renda arrecadada no mês. O dízimo então seria uma proteção, não somente do "gafanhoto", mas dos demais supostos "demônios" descritos no livro do profeta Joel (1:4).

Além do Sr. Rodovalho e toda a sua pirâmide sacerdotal, muitos tem pregado esta mentira. Este devorador, na verdade não se trata de um "demônio"! É um erro grosseiro de interpretação bíblica afirmar o contrário. Vou explicar:

Para começar a refutar este engano, vamos analisar uma passagem bíblica muito conhecida, que fala do gafanhoto "devorador". Em Malaquias 3:11 fala de um gafanhoto devorador na forma de “juízo de Deus”, são pragas nas plantações. O contexto deste verso de Malaquias está, além das passagens anterior e posterior a este versículo, também em Dt 28:38 onde este “gafanhoto” faz parte dos “castigos da desobediência”, veja:

“Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto a consumirá.”

Isto é uma das muitas conseqüências da desobediência do povo de Israel se caso desobedecesse os mandamentos do Senhor.

Para verificar que este gafanhoto é um instrumento de juízo do Senhor, veja também Amós 7:1:


“Isto me fez ver o Senhor Deus; eis que ele formava gafanhotos ao surgir o rebento da erva serôdia; e era a erva serôdia depois de findas as ceifas do rei.”


Note a relação “Desobediência e Juízo de Deus como conseqüência”.

Uma cadeia de equívocos interpretativos ocorre pelo Sr. Rodovalho e pelos defensores da "demonologia dos gafanhotos", pois quando lemos estes quatro versos (8, 9 ,10 e 11 de Malaquias 3) com a devida atenção, fica claro que o contexto é de bênçãos materiais e não espirituais. Abastança! Colheita farta! Frutos na vide! Sem devorador! Sem gafanhotos destruindo as lavouras. O tema é benção material e não saúde, paz, amor e esperança, muito menos existe uma conotação de espíritos malignos!

É exatamente o contexto direto de Joel 1:4, que fala de quatro tipos de gafanhotos (ou de estágios da praga de gafanhotos), alegorizados misticamente pelo Rodovalho. Veja:

"O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou-o o devorador, comeu-o o destruidor".

Note o contexto deste versículo, principalmente os versos 16 ao 18 do capítulo 1, onde mostra claramente que se trata de uma praga literal e não hiperbólica, como muitos místicos insistem em erroneamente interpretar.

"Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E, da casa do nosso Deus, a alegria e o regogizo? A semente mirrou debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns, derribados, porque se perdeu o cereal. Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo"

No próprio livro do profeta Joel, fica claro que esta praga de gafanhotos era exatamente um instrumento de juízo de Deus. Em Joel 2:25 diz:

"Restiruir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros".

Portanto: se algum líder lhe apregoar o terrorismo dos gafanhotos, não acredite, pois na verdade isso não passa de um grande engano, baseado em uma mentirosa distorção bíblica.

Sobre dízimos, ofertas e a maneira correta de contribuir para a obra do Senhor, clique aqui e veja uma das mais completas análises exegéticas disponíveis na web sobre o assunto.

Soli Deo Gloria!

Autor: Ruy Marinho

Fonte: [ Bereianos ]


Por: Pr. Neil Barreto

“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol”. (Eclesiastes 1:9 ACF)

Os liberais de hoje — ou “progressistas”, nome mais discreto pelo qual preferem ser chamados — atuam movidos por uma idéia errada e estranha. Em outras palavras, não há nada nem de longe “progressista” nos dogmas fundamentais de sua cega religião humanista e secular. Aliás, o liberalismo moderno é em grande parte a versão recauchutada e esterilizada de uma mitologia antiquada — uma mitologia que existe antes do único movimento que realmente traz progresso: o Cristianismo bíblico.

Enquanto eu estava visitando a Igreja Evangélica Presbiteriana Rivermont em Lynchburg, Va., poucas semanas atrás, ouvi uma pregação preocupante, mas que me levou a pensar muitas coisas. O Pr. John Maybray falou sobre o antigo costume cananita da adoração a Baal e, embora não tenha revelado por nome, ele fez uma ligação com seu descendente moderno: o esquerdismo e o liberalismo. Baal, o deus da fertilidade que era meio touro e meio homem, era o ponto central da idolatria pagã no Israel semítico antes de Deus ter revelado Sua natureza monoteísta para os precursores do Judaísmo.

Em seu sermão, o Pr. Maybray ilustrou que, embora tenham adquirido um aroma mais moderno, os princípios fundamentais da adoração a Baal permanecem vivos e muito bem hoje. As principais colunas do baalismo eram o sacrifício de crianças, a imoralidade sexual (tanto heterossexual quanto homossexual) e o panteísmo (adoração da criação acima do Criador).

A adoração ritualística a Baal, em resumo, parecia um pouco deste jeito: Os adultos costumavam se reunir em volta do altar de Baal. Recém-nascidos eram então queimados vivos como oferta sacrificial ao deus Baal. Em meio a gritos horríveis e ao cheiro de carne humana queimada, os adoradores — homens e mulheres, sem distinção — se engajariam em orgias bissexuais. O ritual da conveniência tinha como propósito produzir prosperidade econômica estimulando Baal a mandar chuvas para que a “mãe terra” experimentasse fertilidade.

As conseqüências naturais de tal conduta — gravidez e parto — e os pesos financeiras associados às “gravidezes não planejadas” eram facilmente resolvidos. O adorador poderia escolher se engajar em relações homossexuais ou poderia simplesmente — com a disponibilização legal do sacrifício de crianças — participar de outra cerimônia de fertilidade para eliminar o bebê indesejado.

O liberalismo moderno é pouca coisa diferente de seu antigo antecessor. Embora seus rituais macabros tenham sido modificados e maquiados com termos floridos e eufemistas de arte, seus principais dogmas e práticas permanecem assustadoramente semelhantes. A adoração da “fertilidade” foi substituída pela adoração da “liberdade reprodutiva” ou “liberdade de escolha”. Os sacrifícios de crianças por meio de oferendas de fogo foram atualizados, ainda que levemente, para se tornarem sacrifícios de crianças por meio de abortos cirúrgicos ou químicos. A promoção, prática e celebração ritualista da imoralidade e promiscuidade heterossexual e homossexual foram cuidadosamente camufladas — e adotadas com entusiasmo — pelas religiões do feminismo radical, do movimento homossexual militante e do movimento que quer implantar abrangente educação sexual nas escolas. E a adoração panteísta da “mãe terra” foi substituída — apenas no nome — pelo ambientalismo radical.

Entretanto, não são somente aqueles que se intitulam “progressistas” ou humanistas seculares que adotaram as colunas fundamentais do baalismo. Nestes tempos pós-modernos, estamos lamentavelmente vendo o advento do “Cristianismo emergente”, que é contrário à Bíblia, ou como prefiro chamá-lo, “semi-Cristianismo”.

Essa tendência é meramente um liberalismo todo embonecado e imerecidamente carimbado como “cristão”. É um jeito de ideólogos esquerdistas terem seu “cristianismo” e o praticarem. Sob o pretexto da “justiça social”, seus seguidores muitas vezes apóiam — ou pelo menos desculpam — as mesmas políticas pró-homossexualismo, pró-aborto e pró-ambientalismo radical promovidas pelos modernos adoradores de Baal.

Embora a “esquerda cristã” represente uma minoria insignificante dentro do Cristianismo maior, apesar disso os meios de comunicação liberais abraçaram a causa deles e adotaram a popularidade deles entre as elites como prova de que a tão chamada “direita cristã” (leia-se: Cristianismo bíblico) está perdendo influência — que o Cristianismo está, de certo modo, “acompanhando a evolução dos tempos”.

Pelo fato de que o Cristianismo emergente não consegue passar pelo teste de autenticidade toda vez que é sujeito ao exame bíblico mais leve, suspeito que com o tempo ele acabará em grande parte se extinguindo. Mas isso não absolve os líderes evangélicos de sua obrigação de cobrar explicações acerca dessa heresia de outros líderes envolvidos nessa revolução contrária aos princípios bíblicos. Não é uma questão de direita versus esquerda; é uma questão de certo e errado — de princípios bíblicos versus princípios não bíblicos.

Apesar disso, as colunas acima mencionadas do baalismo pós-moderno — aborto, relativismo sexual e ambientalismo radical — quase que certamente farão rápido progresso nos próximos quatro a cinco anos, com ou sem a ajuda da esquerda cristã. Os deuses do liberalismo têm um novo sacerdote supremo na pessoa de Barack Obama, e desfrutam muitos seguidores devotos nos meios de comunicação liberais, nas instituições de ensino e no Congresso controlado pelos liberais democratas.

Tanto a agenda social de Obama quanto a agenda do 111º Congresso americano abundam de desenfreados objetivos de aborto, liberdade sem ética, homossexualismo e ambientalismo radical. O mesmo tipo de “esperança, ação e mudança”, suponho eu, que os cananitas de Baal do passado engoliram.

Portanto, o liberalismo de hoje é realmente apenas um velho livro com uma lustrosa capa nova. Uma filosofia enraizada nas antigas tradições pagãs, das quais nada há para se orgulhar.

É verdade: “não há nada novo debaixo do sol”.

Autor: Pr. Neil Barreto
Fonte: [ IBB ]


Prosperityguy Há alguns anos, quando participava de um Programa de Formação em Marketing, dirigido a profissionais de treinamento, fiquei profundamente incomodado quando um dos professores colocou a fé como um exemplo de “produto” que é “vendido” e a cruz, como sendo a sua “marca”.

Queria o professor dizer que, assim como existem marcas de produtos com logotipos, como, por exemplo, a Mercedes Bens, a Ford, a Cônsul ou a IBM; assim também, a cruz seria o símbolo mercadológico do cristianismo.

Isso, à época, soou-me como uma espécie de blasfêmia, mas hoje, infelizmente, sou obrigado a concordar com o que ensinou tal professor.

O que os chamados tele-evangelistas têm feito com a Palavra, a forma deslavada como pedem dinheiro, vendem bênçãos e pregam um evangelho sem necessidade de metanóia; o estilo de vida de ostentação e suntuosidade que adotam; CONTRÁRIO A TUDO O QUE ENSINOU JESUS, mostra que a relação que se estabelece entre eles e o povo é mesmo de compra e venda e que o deus mais importante para eles é o dinheiro.

O Reino de Deus ou o Reino dos Céus é coisa de pobres, que nem lhes interessa mais pregar, porque as ovelhas já foram instiladas com o gérmen da “prosperidade”.

A Bíblia, no entanto, deixa bem claro que isso haveria de suceder, como escreve a apóstolo Pedro: E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2. Pe. 2.3).

Temos a prerrogativa de escolher entre o que nos ensina a Palavra ou o que pregam esses homens, com extrema desfaçatez.

O tempo revelará quem são aqueles que fizeram a boa ou a má escolha.

Soli Deo Gloria

Autor: Tony Ayres
Fonte: [ Psicoterapeuta Cristão ]




Raquel Coimbra

Desde que Silas Malafaia e Morris Cerrulo lançaram a “campanha da Unção Financeira dos R$ 900,00”, diariamente, é possível assistir Malafaia, em seu programa de TV, comemorando o RESULTADO POSITIVO das arrecadações. Segundo ele, dívidas foram pagas, congressos foram realizados e etc e etc.

É bom refletir sobre esse resultado! O que levou Malafaia a lucrar tanto assim? A resposta não é tão difícil de ser encontrada. Na verdade, o lucro financeiro é resultado de um “discurso” extremamente MANIPULADOR.

Não há como negar que a principal ferramenta de trabalho dos falsos mestres sempre foi e continua sendo a linguagem.

Os mercenários da fé apresentam-se como “senhores” do saber, dotados de uma “revelação especial”, quando na verdade não passam de meros sujeitos da linguagem, que vivem a apresentar suas ideologias. Essas ideologias, por sua vez, são apenas vãs filosofias.

É perfeitamente dispensável realizar, neste momento, uma análise discursiva profunda, impregnada de citações lingüísticas, haja vista que o objetivo principal desta abordagem é promover a reflexão. O que se pretende aqui é permitir que pessoas, mesmo que não estejam habilitadas a realizar uma análise textual, sejam capazes de perceber que determinados elementos do discurso estão nitidamente presentes nas “falas” de Malafaia e Cerullo conforme o vídeo a seguir:




Um discurso (verbal ou escrito) pode conter inúmeros tipos de manipulação. No caso deste apresentado no vídeo é possível perceber, claramente, pelo menos três:


1) SEDUÇÃO

Silas: “ ‘Crede nos meus profetas e prosperareis’ é o que diz a Bíblia. Então, escute o que o homem de Deus está falando com você. Tenho certeza de que Deus vai mudar a sua história e a história de sua família, a história de negócios, de posições na sociedade. Isso é muito importante!”

Cerullo: “Nesses últimos dias eu tenho uma unção especial que eu vou liberar sobre o meu povo. Algo que eu nunca, jamais, fiz antes. Eu vou liberar sobre eles uma unção financeira! Eu quero te dizer hoje: algo que nunca aconteceu antes na tua vida vai acontecer aqui, hoje, neste programa. Eu vou pedir em poucos minutos para Deus liberar a unção financeira sobre a tua vida”.

Silas e Cerullo levam seus telespectadores a fazer algo (ofertar) porque manifestam um juízo positivo sobre a competência do público, ou seja, mostram as “vantagens” de realizar o que eles estão solicitando.


2) TENTAÇÃO


Cerullo: “Existe um telefone aí na tela agora mesmo. Se você quer que Deus te dê a unção financeira dos últimos dias, eu quero que você pegue esse telefone, quero que você faça um compromisso para você semear R$ 900,00.”

Notem a condição para receber: “ Se você...”. Neste caso, o manipulador Cerullo propõe aos telespectadores (manipulados) uma recompensa. Ele deixa claro que se quiser receber a “unção financeira” terá que ofertar R$ 900,00.


3) PROVOCAÇÃO

Cerullo: “E você diz: ‘Morris Cerullo, nunca fiz isso na minha vida’! Será que Deus já fez uma promessa a você e essa promessa não foi ainda cumprida? E você está sentado na poltrona da sua sala e diz ‘Sim, Deus tem feito promessas para mim, mas elas nunca foram cumpridas’!”

Mais uma vez Cerullo impele o público a ofertar. Porém, desta vez, ele exprime um juízo negativo a respeito da competência dos manipulados ao mencionar que existem “promessas que nunca foram cumpridas”.

Diante do que foi acima exposto, mais uma vez, fica evidente a enorme facilidade que o ser humano tem de se dobrar frente aos apelos sedutores, tentadores e provocadores. Por outro lado, as verdadeiras ovelhas que estão seguindo a Jesus Cristo não dão atenção aos discursos manipuladores, por mais intensos que eles sejam.
De qualquer forma, é muito melhor, mais vantajoso e mais saudável lembrar sempre das palavras de Jesus Cristo, nosso Mestre Amado:

“O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas vai adiante delas e estas o seguem, por que conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos.” (João 10.3-5)


***
Raquel Coimbra é professora e reside em Amparo/SP.

Fonte: Genizah
http://www.genizahvirtual.com/

Sempre que um pastor for indagado sobre a sua profissão, qual deve ser a resposta? Incomoda-me quando afirmam que são pastores, ou seja, que a profissão que exercem é a de pastor. Quando tenho oportunidade de conversar com esses colegas mais próximos, sugiro que respondam: autônomo em vez de pastor. É claro que muitos discordam.

Mas o tipo de resposta a ser dada não é o problema que quero levantar nessa postagem. O ponto está mais além e é muito mais complexo. Inicialmente quero iniciar definindo o que significa ser um pastor e o que significa ser um profissional.

Por pastor entendo um ministério, um serviço dedicado ao Reino, ou seja, alguém que exerce o dom do Espírito Santo no cuidado de um rebanho de acordo com as normas contidas nas Escrituras. É um trabalho que não visa a promoção pessoal e nem o lucro, embora dele retire o seu sustento. Trata-se de um ministro do Evangelho. Por profissional entendo alguém que luta por uma carreira bem sucedida que se estabelece pelo reconhecimento vindo de outras pessoas. Também é a busca do progresso técnico que exige resultados mensuráveis cujo corolário é a recompensa que surge por meio de altos salários e de uma boa aposentadoria.

Não há nenhum problema em ser um bom profissional na empresa ou na instituição pública. A questão é quando o ministério pastoral se profissionaliza. Isso, sim, traz prejuízos à Igreja e ao propósito de Deus quanto ao amparo e, até mesmo, a proteção do povo. Como já disse, o trabalho pastoral deve ser visto como um ministério. Trata-se de um servo que preside, de um pai que cuida, de um mestre que doutrina ou de um enfermeiro que trata. Resumindo, o pastor é aquele que dá a vida pelo rebanho e o vivifica pelo poder de Deus.

Já o pastor profissional é aquele que não se dedica mais ao propósito principal no qual fora vocacionado. Ele passa a não mais se importar com a simplicidade do ministério. Sente necessidade de se perceber confortável e seguro de si e por si mesmo, não importando os prejuízos que isso possa causar à igreja. Busca um futuro previsível e um presente que satisfaça os desejos egoístas. A visão que possui passa a ser regida pelo humanismo e sente a necessidade de ser notado por aqueles que deslumbram o seu aparente sucesso. Ou seja, são pastores que pastoreiam a si mesmo, todo o seu esforço é direcionado aos interesses pessoais.

Não tenho dúvidas que tudo isso causa dor e frustração no meio do rebanho que definha moribundo e desorientado, principalmente quando percebe que o alvo de seu líder espiritual não é mais as ovelhas, mas, sim, o próprio estômago enquanto fingem pastorear.

Nessa altura surge uma pergunta: como podemos detectar alguém que deixou de ser um ministro do Evangelho e passou a ser um executivo eclesiástico? Como resposta, quero propor quatro características que são facilmente percebidas nesse tipo de gente:

O pastor profissional é raso no ensino bíblico. Este é um ponto extremamente nocivo à igreja com conseqüências desastrosas. O pastor profissional não possui a menor preocupação em se debruçar sobre livros, comentários ou literatura que possam auxiliar no preparo dos sermões. Não há estudo sério da Palavra, não há compromisso com a Verdade. Tais indivíduos acreditam que podem ir ao púlpito toda a semana e falar o que lhe vem na mente naquele momento, sem se preocuparem com o fortalecimento do rebanho contra o pecado. A tônica é sempre humanista e tolerante sem que haja a denúncia contra o erro ou contra o mundanismo. Isso porque o pastor profissional teme ser confrontado e, por essa razão, sempre quer estar de bem com todos, principalmente com os crentes influentes do meio.

O pastor profissional não se envolve pessoalmente com as ovelhas. Todos sabem que o pastoreio não se restringe aos principais cultos de domingo. Nenhum ministro de Deus se furta do envolvimento pessoal com o povo por meio do discipulado ou do aconselhamento. No entanto, o pastor profissional não leva em conta este importante cuidado individual. Não cultiva o hábito do pastoreio direto, do acompanhamento pessoal (por intermédio das visitas nas casas ou no trabalho em horário de folga), dos aconselhamentos, dos contatos por carta ou pela Internet (embora o relacionamento presencial seja insubstituível). Para ele tudo isso é perda de tempo. Por vezes a ovelha está necessitando de uma palavra orientadora, mas só consegue ser ouvida quando procura o psicanalista ou o líder de outra denominação mais próxima de si cuja teologia é, muitas vezes, questionável. São casais que vivem sob forte crise, relacionamentos desgastados entre filhos e pais, desempregos que desesperam o coração, enfermidades que atemorizam. São pessoas que gritam em silêncio sem, contudo, obter eco do seu clamor. O pastor que possuem só pode vê-las aos domingos na porta da igreja ao final do culto e que se limita em dizer a mesma frase por anos a fio: "como vai? Que tenhas uma semana abençoada". Nada mais que isso. Essas pobres ovelhas nunca serão encorajadas a seguir em frente, nunca serão visitadas, nunca serão aconselhadas, nunca receberão uma mão amiga e confiável. Ou seja, nunca experimentarão o que é ser pastoreada, pois não possuem líderes amigos. Esses tais são apenas meros profissionais.

O pastor profissional só se preocupa consigo mesmo. Personalismo parece ser a palavra de ordem em alguns centros evangélicos. São pessoas que passam a vida lutando por um espaço na mídia. O resultado é o desperdício de milhões de reais utilizados para pagar campanhas inócuas ou programas televisivos vazios que nada dizem além de discursos de auto-ajuda. Mas esse desejo não se restringe aos grandes eventos ou aos grandes espaços continentais. Há também aqueles que desejam fama em seu pequeno universo. Pode ser um Presbitério, uma pequena região ou até mesmo uma igreja local. O alvo é a bajulação que surge por causa de uma pretensa espiritualidade ou de uma suposta inteligência respaldada por títulos e certificados alcançados. Não importa a causa, o importante é o estrelismo. É por isso que muitos pastores profissionais se preocupam com o crescimento numérico de seu rebanho em detrimento da qualidade, embora haja também os que se conformaram com o número reduzido do rebanho. Nesses casos, geralmente, a fama e o prestígio possuem outra fonte fora da igreja local. Outra preocupação desses pastores é a sua renda mensal, o seu ganho financeiro. Sempre defendem cinicamente seus bolsos sem, portanto, merecerem o que pleiteiam ganhar. Buscam apenas os seus direitos em detrimento dos legítimos direitos das ovelhas extorquidas. A meta é ter um emprego-igreja bem remunerado que lhe conceda estabilidade financeira.

O pastor profissional não é um homem de Deus. Isso significa a ausência de uma dependência total do Senhor na vida por meio do temor, da Palavra e da oração. São pessoas que confiam em si mesmas e não se importam em buscar de Deus a direção certa. Não sentem falta nenhuma de expressar a submissão ao Espírito, submissão esta que o próprio Jesus demonstrou quando esteve aqui entre nós. Não são homens de oração, não são homens da Palavra, não são homens piedosos. Nunca possuem uma vida devocional particular, nunca gemem por causa do pecado, nunca se importam com a vontade de Deus. Sempre agem friamente e com extrema impassibilidade diante de tudo que promove uma vida espiritual compromissada. Na maioria das vezes são irônicos ou cínicos no que dizem ou falam com respeito à piedade. Eles também agem despoticamente para que prevaleça a sua vontade, não obstante a capa de aparente mansidão. São vazios do poder de Deus, são como penhas que não podem alimentar ou fortalecer as ovelhas.

Quero encerrar dizendo que, para mim, ser pastor profissional nada tem a ver com tempo integral ou parcial no ministério. O ministro pode retirar o seu sustento de um trabalho que não esteja ligado à sua igreja. Todavia, tal trabalho não pode comprometer o tempo de qualidade pertencente ao rebanho quanto ao preparo do sermão e quanto ao envolvimento pessoal. Entre um e outro, o pastorado é prioridade. Se um dos dois deve ser descartado ou penalizado, que seja o trabalho secular.

Muitas igrejas padecem miséria espiritual porque estão debaixo de um pastor profissional que há muito deixou de ser um ministro de Deus. Vale ressaltar que essa mutação pecaminosa não acontece da noite para o dia, ela ocorre ao decorrer dos anos quando aquilo que causava genuíno espanto, preocupação ou interesse transforma-se em total irrelevância. O que era importante por pertencer ao Reino, passa a ser desprezado totalmente.

Que Deus nos livre dos pastores profissionais que sufocam as igrejas até o seu extermínio. Que haja entre nós ministros sinceros e cônscios de que escolheram um excelente, sublime e perene trabalho conforme nos diz o Apóstolo Paulo.

Autor: Alfredo de Souza
Fonte: [ Sepal ]
Via: [ Emeurgência ]

.


Funciona mais ou menos assim:

Uma pessoa que se converte – pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo – logo se envolve com as pessoas e rotina de sua igreja local. De cara esse envolvimento é benéfico. Pois, ao mesmo tempo em que tira a pessoa de uma má rotina de conversas e costumes, o coloca dentro de um novo grupo acostumado a trocar assuntos relacionados a cultura evangélica. Parece muito bom.

Pouco tempo depois a rotina dessa pessoa gira em torno desse grande pacote evangélico, ao ponto de muitas pessoas desejarem viver “só para o ministério” – querendo dizer com isso que o trabalho ordinário é quase que uma profanação da própria vida. Porém, esse novo estilo de vida trás no pacote: cultos semanais, cultos especiais, acampamentos e retiros, shows de evangelismos e congressos, reuniões de departamentos, reuniões de planejamentos, visitas a outras igrejas, arrumação, decoração, personalização, compras, vendas, etc. Enfim, tudo o que parece ser necessário para fazer da igreja local um grande ambiente agradável.

Uma pausa.

Como já escrevi em outras oportunidades, nasci e cresci dentro do ambiente igreja. Tive a oportunidade de presenciar algumas mudanças de costumes e modelos, o nascimento de novas denominações e o surgimento de alguns estrelas. Devido a todas essas eventualidades não tive como escapar da confrontação de minha fé prática pela essência do evangelho de Cristo. Inevitavelmente também passei a questionar o modelo e prática de muitas igrejas modernas.

Antes também é necessário dizer que fiz parte de todo esse cenário e, que também me esforço para não me tornar um refém desse sistema. É necessário dizer que creio que existem muitas pessoas bem intencionadas, pois com muita sinceridade se empenham para fazerem as coisas de uma maneira correta. Então a questão não está em torno da sinceridade das pessoas, mas dos preceitos e dos modernos modelos de igreja e ministérios e o resultado disso tudo – se não tomarmos devido cuidado. Tenho que dizer que somente as boas intenções não resultam em glória – digo a de Deus.

Continuando.

Dentro dessa nova rotina e pacote, vem um tipo de evangelho diferente do que os apóstolos haviam anunciado. O evangelho do comércio. Aprende-se o preceito dízimo e as muitas maneiras para justificar-se dos abusos de pedir dinheiro através de inúmeras campanhas e eventos especiais, porém sem nada devolver para os necessitados de sua própria comunidade. Os eventos são cobrados com o argumento de cobrir custos, as cantinas e cafés funcionam a todo vapor e as livrarias vendem seus livros, CDs, DVDs, camisetas e outras coisinhas a mais, com o objetivo de arrecadar mais recursos. Até polo comercial já existe, a famosa rua Conde de Sarzedas, cheia de produtos evangélicos apoiados por dezenas de cartazes de celebridades gospels – mas se quise-los em sua igreja, terá que pagar o cachê.

Por exemplo, enquanto estou escrevendo este texto já recebi em minha caixa de e-mails dois convites para participar de cultos/eventos especiais. Obviamente pagos. Um deles diz mais ou menos assim:

“A todos, boa tarde!

Estamos para fechar uma noite de ministração com Fulano de Tal que estará excepcionalmente uma noite em São Paulo e gostaria de saber quantos de vocês, meus amigos, participariam deste evento. Ouço dizer que haveria uma enormidade de gente para este evento. Por isso gostaria de ter mais ou menos a dimensão do numero de pessoas. Provavelmente será na quarta-feira dia XX de novembro com o custo estimado de R$ 30,00 por pessoa para cobrirmos os custos de sua vinda [e assim por diante].”

Minha resposta:

“… na real, esse é um cara que gostaria de ouvi-lo pessoalmente, pela boa música que ele faz e que também acredito ser pelo sentido certo das coisas. Mas velho, cada vez mais me proponho ir contra esse mercado evangélico. Parece o nosso governo, sempre tomando do cidadão comum e quase nunca devolvendo em benefícios. A igreja local deveria, ao menos, devolver um pouco para sua comunidade – dar de graça. Mas se houvesse uma prestação de contas ou um objetivo missionário, poderia pagar e ir. Agora, pense bem, pagar para ser ministrado, para adorar, para… Eu penso que cada vez mais a essência do evangelho de Cristo tem sido esquecida – anunciar as Boas Novas aos perdidos, de graça.

Que ele e a igreja local tenham seus custos, mas é que sempre só me apresentam custos, nada mais.

Nada pessoal. Apenas liberdade de expressão como todos os que a usam, mas a usam apenas para cobrar.”

Ainda pergunto, qual a finalidade de tantos eventos e produtos “evangélicos”?

Será que nosso modelo e estrutura se tornaram tão caros ao ponto de se tornarem ineficientes para a obra de Cristo? Por acaso alguém entende qual é a missão da Igreja? Sabemos o que significa ser missional, não departamental? Poderíamos nos tornar mercenários ao invés de missionários? É possível?

Ainda hoje, logo pela manhã, eu estava assistindo ao jornal e vi o ressurgimento do caso “corrupção de Edir Macedo, Igreja Universal e Rede Record” que ∆já acumulou em nesses últimos anos algo em torno de 8 bilhões de reais. Impressionante! Dentre muitas acusações, uma questão/acusação é a de que eles não usam o dinheiro, arrecadado dos fiéis, para aplicar em obras sociais e assistenciais, mas para enriquecer de maneira ilícita. Existe uma condição imposta pela lei que isenta igrejas de impostos para que assim estas possam usar os recursos na ajuda aos necessitados através de trabalhos sociais. Infelizmente, mau sabem eles que a grande maioria das nossas igrejas não faz nenhum trabalho social ou de ajuda aos necessitados na dimensão e proporção em que se arrecada dinheiro. Não sabem eles que muitas de nossas igrejas nem ao menos prestam contas para seus membros, que em minha opinião já é grande falta de respeito aos que entregam suas ofertas. Para a nossa vergonha ainda têm alguns que se justificam dizendo que os necessitados – órfãos, viúvas, presos, doentes e pobres – são somente na dimensão espiritual, não humana ou material.

Deus nos diz que o importante é o final e não o início das coisas. Ou seja, começar bem nessa nova vida com Deus, em Jesus Cristo, é bom; mas a questão é o que temos nos tornado depois, dia após dia dentro de nossas igrejas locais. O que temos aprendido é sobre a missão da igreja – anunciar as Boas Novas aos pobres e necessitados, de graça – ou, sobre como fazer eventos? Temos aprendido a ter piedade ou a manter prédios a todo custo, ainda que seja em detrimento de outras vidas? Será que deixamos de lado o papel missionário para assumirmos o papel de mercenários?

Temos que tomar o devido cuidado para que não nos tornemos fúteis pelas estratégias que adotamos. Ser fútil é o mesmo que ser vazio da vida verdadeira que está em Cristo e em seu verdadeiro sentimento. Em minha opinião, são muitos os que se tornaram sem nenhum conteúdo, pois fizeram da piedade uma grande fonte de lucro. Temos que tomar cuidado, pois essa prática de comercialização da fé poderá ser bem disfarçada e, quando menos percebermos, já estaremos vendidos a isso tudo. Tomem cuidado ao planejarem em suas igrejas locais. Percebam, com muita sinceridade e honestidade qual a finalidade de tais eventos. Acima de tudo saiba também que plano missionário, ajuda aos pobres, vida simples, evangelização, piedade, etc. diz respeito ao nosso papel pessoal e não o de uma igreja local. Pois isso só terá sentido como evento de uma igreja local, quando primeiro tiver para nós, na prática.

Fonte: Tropical [via Igreja Emergente]
Via: [ Tomei a Pílula Vermelha ]



 

Layout por GeckoandFly | Download por GeckoandFly e GeckoandFly.